O dólar comercial encerrou a última sexta-feira (27) em alta de 0,21%, chegando a R$ 6,19. Na semana, a moeda teve valorização de 2%. A incerteza em relação à política fiscal do governo e a divulgação de novos indicadores econômicos influenciaram essa alta. Entre os dados divulgados, o IPCA-15 aumentou 0,34% em dezembro, abaixo das expectativas, fechando o ano em 4,71%, ultrapassando a meta estabelecida.
No mercado de trabalho, a taxa de desemprego caiu para 6,1%, o menor nível desde 2012, segundo a Pnad. Porém, o Caged registrou a criação de 106.625 empregos formais em novembro, abaixo do esperado. Enquanto o dólar subia, o Ibovespa caiu 0,66%, fechando em 120.269 pontos. As taxas de juros futuros também registraram alta, acompanhando os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA.
Apesar da aprovação de cortes de gastos pelo Congresso, mudanças no texto original reduziram a economia planejada em R$ 62 bilhões até 2030. A incerteza fiscal segue impulsionando a volatilidade do câmbio, mesmo com intervenções do Banco Central. O próximo passo da política monetária e econômica será crucial para o mercado em 2025, com possíveis ajustes na taxa Selic nas reuniões do Copom.

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