Gaeco: quem são os alvos da ação contra corrupção em projeto de Natal

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Uma operação do Gaeco, Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, mirou empresários e servidores da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal. O objetivo era combater um esquema de desvio de recursos públicos relacionados ao projeto Natal Encantado 2024. A ação resultou no bloqueio de mais de R$ 5 milhões.

Os principais alvos da operação, chamada Krampus, foram identificados como João Filho de Sousa Cândido, Carlos Leandro de Oliveira, Fernando Pereira Borges de Andrade e Eduardo de Lima Moreira. Mandados de busca foram cumpridos nos institutos envolvidos e na Secretaria de Cultura.

O projeto Natal Encantado 2024 envolveu a ornamentação natalina da Esplanada dos Ministérios, custando R$ 14,3 milhões aos cofres públicos. Há indícios de superfaturamento e irregularidades na contratação da Associação Amigos do Futuro para executar o projeto.

A operação Krampus, nomeada em referência a uma figura demoníaca da mitologia europeia, contou com o apoio da Polícia Civil e investiga crimes como corrupção, peculato e lavagem de dinheiro.

Denúncias apontam que a contratação da Associação Amigos do Futuro foi feita sem licitação, levantando suspeitas sobre a legalidade do processo. O Ministério Público aponta um superfaturamento de quase R$ 6 milhões no projeto, além de serviços não prestados conforme o contrato.

A investigação identificou possíveis irregularidades na entidade contratada, indicando que a mesma pode ser uma entidade de fachada. No desenrolar da apuração, descobriu-se que a quantidade de serviços entregues não corresponde ao valor pago.

O Ministério Público de Contas entrou com uma ação sobre o caso e obteve a suspensão dos pagamentos para a associação responsável. A operação realizada pelo Gaeco e pela Polícia Civil visa combater fraudes e corrupção envolvendo recursos públicos.


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