Dino nega bloqueio de repasses do governo para emendas da Saúde

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Resumo: O Ministro Flávio Dino, do STF, negou pedido do Partido Novo para bloquear repasses do governo à saúde, alegando uso indevido para compensar perdas parlamentares. O Novo também solicitou investigação da Polícia Federal. Dino rejeitou a suspensão, alegando questões constitucionais e recomendou uma ação separada.

Dino nega bloqueio de repasses do governo para emendas da Saúde

O Ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, rejeitou o pedido do Partido Novo para bloquear repasses do governo destinados à Saúde, considerados despesas obrigatórias. O partido alegou uso inadequado desses recursos para compensar perdas parlamentares decorrentes da suspensão das emendas de relator e de comissão, associadas ao orçamento secreto. O Partido Novo solicitou a suspensão dos repasses dos Programas de Atenção à Saúde da População para Procedimentos em Média e Alta Complexidade, bem como ao Piso de Atenção Primária à Saúde, até que houvesse esclarecimentos da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República e do Ministério da Saúde.

O partido ainda pediu que a Polícia Federal investigasse o caso, alegando possíveis práticas criminosas relacionadas à burla deliberada das decisões do STF sobre o orçamento secreto. Flávio Dino justificou sua decisão de negar a suspensão, afirmando que o pedido foi feito dentro do contexto de uma ação que analisa, no STF, a validade das emendas Parlamentares Individuais Extras (Pix). O ministro ressaltou que as rubricas próprias do Executivo possuem regras constitucionais, legais e regulamentares específicas.

Conforme o despacho, o Partido Novo deverá ingressar com uma ação separada para questionar os repasses, já que se tratam de questões novas, distintas das controvérsias sobre as emendas parlamentares ao Orçamento Geral da União. O Novo acionou Flávio Dino com argumentos de fortes indícios de desvio de finalidade e burla à decisão do STF sobre o orçamento secreto. O partido afirmou que há evidências de uso irregular de verbas, desviando sua finalidade original em favor de interesses políticos, o que vai contra o princípio da impessoalidade e compromete as decisões do STF, configurando uma violação séria do ordenamento jurídico e um potencial prejuízo ao interesse público.

Chamado à ação: Compartilhe sua opinião sobre a decisão do ministro Flávio Dino em relação aos repasses do governo para a saúde. Qual a sua visão sobre a utilização desses recursos em benefício de interesses políticos em detrimento do interesse público?

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