Brasileiros que foram deportados dos Estados Unidos relataram agressões sofridas pelos agentes do governo americano durante o voo de retorno ao Brasil. Jeferson Maia, um dos deportados, descreveu ter sido acorrentado por 50 horas, impedido de usar o banheiro e agredido, chegando a ser enforcado. O caso aconteceu no primeiro voo de deportação do novo governo de Donald Trump, que fez escala no Panamá antes de chegar a Manaus (AM) e seguir para Belo Horizonte (MG).
Durante a viagem, os deportados protestaram devido ao calor, à falta de comida e água, e à recusa em permitir que saíssem da aeronave. Famílias inteiras, inclusive crianças, estavam entre os deportados, exibindo marcas das algemas e correntes utilizadas durante o transporte.
Os relatos de agressão foram corroborados por Luis Fernando Caetano Costa, que testemunhou as agressões a outros deportados. Após a chegada em Belo Horizonte, o ministro da Justiça proibiu o uso de algemas e correntes, transferindo os deportados para uma aeronave das Forças Armadas para a conclusão da viagem.
Durante a recepção no aeroporto, a ministra dos Direitos Humanos, Macaé Evaristo, classificou as denúncias como muito graves e afirmou que um relatório será enviado ao presidente e ao Ministério das Relações Exteriores. O governo federal está em cooperação com a Prefeitura de Belo Horizonte para apoiar os deportados e garantir seus direitos. Macaé destacou a importância de respeitar os direitos humanos, mesmo diante das políticas imigratórias de cada país.

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