Cruzeiro teria lavado R$ 3 milhões do PCC em negociação de jovem promessa, diz jornal

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O atacante Diogo Vitor, revelado pelo Santos em 2018, despontou como uma grande promessa do futebol brasileiro aos 19 anos. No entanto, sua carreira sofreu um declínio abrupto ao ser suspenso por doping por uso de cocaína. Após ser afastado por um ano e meio, ficou sob a tutela financeira de seu empresário, William Agati.

Em 2021, Agati negociou a transferência de Diogo Vitor para o Cruzeiro, em uma operação suspeita. Ao invés de receber o pagamento pelo jogador, a empresa de Agati transferiu R$3 milhões para o clube mineiro, que posteriormente devolveu parte do valor. Durante sua passagem pelo Cruzeiro, o jogador não teve oportunidades em campo, o que levanta questionamentos sobre a transação.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), a transação foi vista como lavagem de dinheiro, supostamente proveniente do tráfico de drogas. Agati, investigado por suas atividades ilícitas, teria ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC) e participado de atividades envolvendo narcotráfico internacional.

O Cruzeiro, por sua vez, divulgou que a atual gestão do clube desconhece o caso e se coloca à disposição das autoridades. Já o ex-presidente da equipe nega irregularidades na transação, afirmando se tratar apenas de um empréstimo financeiro. Enquanto isso, a Polícia Federal continua investigando a relação entre a venda do jogador e possíveis atividades ilícitas.

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