Partido de Bolsonaro mapeia traições internas à anistia

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O Partido de Bolsonaro identifica traições internas em relação à anistia

O partido de Jair Bolsonaro está detectando resistências internas em relação ao projeto de anistia aos envolvidos no 8 de Janeiro. Nos bastidores do PL, líderes estimam que a pauta conta com o apoio “garantido” de 80 dos 92 membros da bancada na Câmara. A incerteza é atribuída à ala ligada ao presidente da sigla, Valdemar Costa Neto, que foi convocado para persuadir os aliados a seguirem o bolsonarismo nessa questão.

O PL iniciou um intenso esforço para dialogar com os presidentes dos partidos do centrão em busca de apoio à anistia. Os alvos dessa abordagem são o PSD de Gilberto Kassab, o Republicanos de Marcos Pereira e o União Brasil de Antônio Rueda, que juntos somam 197 deputados.

O objetivo do PL é conquistar os 257 votos necessários para apresentar o projeto de anistia até o Carnaval, ou seja, até 28/02. Atualmente, a proposta aguarda a criação de uma comissão especial. No entanto, nenhum partido indicou ainda seus representantes para o colegiado. Os apoiadores de Bolsonaro pressionam o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para dispensar essa etapa e pautar o texto em plenário o mais rápido possível.

Recentemente, o PL enfrentou um problema de “infidelidade” da bancada, mas em sentido oposto. Descontentes com o apoio oficial do partido ao centrista Motta, parte da ala ideológica de deputados votou em Marcel van Hattem (Novo-RS) para a presidência da Câmara. Essa “traição” irritou a cúpula do partido, gerando reclamações nos bastidores.

No partido, surgem frequentemente divergências entre parlamentares ligados a Bolsonaro e a ala que já estava na legenda desde os tempos do Centrão. É exatamente sobre esse segundo grupo que Valdemar exerce maior influência.

Reprodução/Evair Vieira de Melo

Jair Bolsonaro (PL) com aliados em Brasília vendo a posse de Donald Trump como 47º presidente dos Estados Unidos.
1 de 1 Jair Bolsonaro (PL) com aliados em Brasília vendo a posse de Donald Trump como 47º presidente dos Estados Unidos. – Foto: Reprodução/Evair Vieira de Melo

O partido de Jair Bolsonaro mapeia resistência interna ao projeto de anistia aos envolvidos no 8 de Janeiro. Nos bastidores do PL, líderes calculam que a pauta tem apoio “garantido” de 80 dos 92 integrantes da bancada na Câmara. Eles atribuem a incerteza à ala ligada ao presidente da sigla, Valdemar Costa Neto, que foi acionado para convencer os aliados a acompanharem o bolsonarismo raiz nessa pauta.

Como mostrou a coluna, o PL iniciou um “esforço concentrado” para conversar com os presidentes dos partidos do centrão em busca de apoio ao projeto de anistia. Os alvos do cortejo são o PSD de Gilberto Kassab, o Republicanos de Marcos Pereira e o União Brasil de Antônio Rueda, que juntos somam 197 deputados.

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O objetivo do PL é fechar os 257 votos para apresentar o projeto da anistia até o carnaval, ou seja, até o dia 28/2. Atualmente, a proposta está aguardando a criação de uma comissão especial. Mas nenhum partido chegou a indicar seus integrantes do colegiado. Os bolsonaristas pressionam o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), a pular essa etapa e pautar o texto em plenário o mais cedo possível.

Recentemente, o PL enfrentou um problema com “infidelidade” da bancada, mas no sentido contrário. Insatisfeitos com o apoio oficial do partido ao centrista Motta, uma parte da ala mais ideológica de deputados da sigla votou em Marcel van Hattem (Novo-RS) para a presidência da Câmara. A “traição” irritou a cúpula da legenda, levando a reclamações nos bastidores.

No partido, não raro há divergências entre parlamentares ligados a Bolsonaro e a ala que já estava na legenda desde os tempos do Centrão. É justamente sobre esse segundo grupo que Valdemar tem mais influência.

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