Após prazo para “despejo” expirar em janeiro, prefeitura de Salvador deve migrar para nova sede ainda no 1º semestre

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A mudança da prefeitura de Salvador do Palácio Thomé de Souza está em andamento e tem previsão para ser concluída ainda nos primeiros meses de 2025. A ideia é transferir a sede para o Palácio da Sé, no Pelourinho, durante o Carnaval, conforme revelaram fontes ligadas à gestão municipal ao Bahia Notícias.

O prefeito Bruno Reis (União) almejava essa transição, mas enfrentou desafios como o atraso na remoção do acervo do novo espaço, que é responsabilidade da Arquidiocese de São Salvador da Bahia, localizado ao lado do monumento e da praça da Cruz Caída. O prazo para desocupação do Thomé de Souza expirou em 31 de janeiro, porém a prefeitura conseguiu uma extensão devido à demora na emissão de laudos técnicos.

Por ser um bem tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a prefeitura necessitou elaborar um projeto específico para preservação histórica antes de concretizar a mudança, aguardando agora a aprovação.

Outro obstáculo destacado foi a demora na instalação do sistema de fibra ótica na nova sede, o que também contribuiu para o atraso na saída da prefeitura do Thomé de Souza. A fibra ótica necessita de 90 dias para ser totalmente implantada.

Com a mudança, a estrutura atual do Palácio será doada para a Universidade Federal da Bahia (Ufba), embora a instituição de ensino ainda não tenha sido informada sobre a doação. Já o subsolo, atualmente um estacionamento, será transformado em um novo Centro de Convenções com capacidade para 4 mil pessoas.

Além do estacionamento, no local há uma subestação de energia da Neoenergia Coelba, que será realocada para o terreno da Praça Castro Alves, visando a criação de um centro de convenções entre os Palácios Thomé de Souza e Rio Branco.

ENTENDA A MUDANÇA
A necessidade de saída da prefeitura do Palácio Thomé de Souza foi determinada por um processo judicial na Justiça Federal devido à falta de conformidade arquitetônica e cultural do espaço. O imóvel foi construído sem autorização definitiva do Iphan, conforme alegado no processo.

Uma ação civil pública iniciada em 2000 pelo Ministério Público Federal exigia a demolição do prédio localizado na Praça Municipal. Em 2007, o juiz determinou a demolição, devido à estrutura desmontável com piso e divisórias de madeira. A prefeitura vem recorrendo da decisão desde então.

O atual prédio, assinado pelo arquiteto João Filgueiras Lima, conhecido como “Lelé”, foi montado em 35 dias, em estrutura metálica e vidro, em uma área previamente utilizada como estacionamento e jardim.

Inicialmente concebido como uma solução temporária para abrigar a prefeitura, o edifício desmontável foi um pedido do prefeito ao Iphan, com a promessa de transferência posterior para um casarão da região, durante a gestão de Mário Kertész. No entanto, desde 1986, a prefeitura permanece no mesmo local devido a questões judiciais.

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