STF prevê julgar Bolsonaro neste ano para evitar calendário eleitoral de 2026

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Ministros do STF estão se preparando para julgar o ex-presidente Jair Bolsonaro ainda este ano, visando evitar qualquer contaminação nas eleições presidenciais de 2026. A estratégia inclui reservar parte do gabinete do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, para analisar a denúncia e efetuar mudanças na agenda da Primeira Turma do Supremo, responsável por julgar os denunciados.

Embora os prazos sejam considerados curtos para a instrução das ações penais, há advogados que apostam em estratégias para prolongar os processos e adiar os julgamentos. No entanto, a expectativa de quatro ministros consultados, sob reserva, é que os processos envolvendo Bolsonaro sejam concluídos ainda este ano para evitar interferências no pleito de 2026.

A Procuradoria-Geral da República denunciou Bolsonaro e outros 33 envolvidos por articulação em um golpe de Estado após a eleição de Lula. Paulo Gonet, procurador-geral, planeja apresentar outras denúncias nos próximos dias, fragmentando a análise do caso em diferentes núcleos de investigação.

Os próximos passos incluem a decisão do STF sobre a aceitação ou rejeição da denúncia, seguida pelo interrogatório dos réus e a oitiva de testemunhas. As defesas terão a oportunidade de apresentar suas alegações finais, contestando as provas e argumentando a inocência dos acusados, antes do julgamento final da trama golpista conduzido por Alexandre de Moraes.

O colegiado da Primeira Turma do STF, composto por Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin, Luiz Fux e Cármen Lúcia, está considerando mudar a periodicidade das reuniões para acelerar a análise das denúncias. As acusações contra Bolsonaro e seus aliados têm como base evidências da Polícia Federal sobre um plano golpista para interromper a posse de Lula em 2024.

Os relatos incluem propostas de golpe de Estado, a disposição das Forças Armadas para apoiar tal ação, além de planos de assassinato de figuras importantes da política brasileira. O documento revela a participação de militares na elaboração de atentados e o conhecimento de Bolsonaro sobre esses planos, conforme apontado pelos investigadores.

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