Países árabes resistem a plano de Trump para os palestinos de Gaza

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Em um encontro na Casa Branca, o rei da Jordânia, Al Hussein bin Abdullah II, reiterou a forte oposição dos países árabes ao plano do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de transferir a população palestina da Faixa de Gaza para nações vizinhas.

Contexto Atual:

  • Trump propõe a reconstrução de Gaza, incluindo a expulsão dos palestinos para outros países.
  • Essa ideia foi rejeitada por diversas nações árabes e considerada pela ONU como “limpeza étnica”.
  • A Casa Branca afirma que a sugestão de Trump envolve uma “realocação temporária” durante a reconstrução.

O plano de Trump envolve transferir os palestinos de Gaza para a Jordânia e o Egito, transformando a região em uma área turística sob controle dos Estados Unidos. Ele descreve Gaza como um potencial “espaço imobiliário” e sugere negociar com o Egito para reassentar a população.

O rei jordaniano manteve firmeza contra a proposta, ressaltando a posição unificada dos países árabes contra a expulsão dos palestinos. O Egito também reforçou sua oposição, defendendo os direitos dos palestinos em suas terras.

Nesse cenário tenso, Trump deu um ultimato ao grupo Hamas para liberar todos os reféns até sábado. Caso contrário, Israel ameaça retomar as operações militares. Apesar do apoio de Israel à proposta de realocação, a resistência internacional, especialmente dos países árabes, é evidente.

Pressionada por Trump, a Jordânia, que recebe importante ajuda financeira dos EUA, é instada a aceitar o plano sob ameaça de revisão desse suporte. O rei jordaniano elogiou a mediação americana no cessar-fogo em Gaza, mas ressaltou a importância de soluções pacíficas.

Além de rejeitar a proposta de realocação, a Jordânia se comprometeu a acolher 2 mil crianças palestinas, incluindo aquelas em tratamento contra o câncer. O país pretende articular uma posição conjunta com outras nações árabes e muçulmanas sobre o destino dos palestinos e a escalada do conflito.

Trump, reconhecido por Abdullah II como um mediador, demonstra apoio a Israel e defende a reconstrução de Gaza sem a presença dos palestinos. Esta foi a primeira reunião entre Trump e um líder do Oriente Médio desde que assumiu a presidência, evidenciando a delicada situação na região.

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