Lula escolhe Gleisi, presidente do PT, para comandar a articulação política

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

Num movimento surpreendente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva convidou Gleisi Hoffmann, presidente do PT, para assumir a Secretaria de Relações Institucionais, o cargo de maior importância no governo. Essa posição é responsável pela conexão entre o Palácio do Planalto e o Congresso, incluindo a negociação de emendas parlamentares, um ponto crucial na atual crise política. Gleisi substituirá Alexandre Padilha, transferido para o Ministério da Saúde em substituição a Nísia Trindade.

Lula havia cogitado inicialmente que Gleisi assumisse a Secretaria-Geral da Presidência, responsável pelos movimentos sociais. No entanto, a presidente do PT demonstrou interesse em auxiliar especificamente na articulação política do governo.

Com a missão de construir alianças partidárias para a possível reeleição do presidente em 2026, Gleisi traz consigo uma postura combativa e já se destacou por discordar da política econômica adotada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Sua chegada promete gerar um contraponto no governo, deslocando o foco para a esquerda.

Apesar das divergências passadas, Gleisi fez questão de contatar Haddad e líderes partidários no Congresso. Sua nomeação pode impactar a relação com o Centrão, um bloco político que demonstra preocupação com o novo rumo do governo diante da queda de popularidade de Lula.

Por ter sido figura ativa durante a prisão de Lula e coordenado a campanha presidencial de 2022, Gleisi é reconhecida por sua habilidade de articulação política. A expectativa é que seu papel no governo reforce o diálogo entre o Executivo, Legislativo e demais esferas de poder, em busca do avanço do país e da melhoria da qualidade de vida da população.

A posse de Gleisi está agendada para 10 de março, e a partir disso, o PT passará por mudanças internas, com a escolha de um novo presidente para o partido. A entrada da presidente do PT no governo de Lula representa não apenas uma mudança significativa na atuação política, mas também um passo importante em direção a um cenário de maior abertura ao diálogo e colaboração.

Facebook Comments

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Um mês após prisões, mortes em UTI no DF ainda são cercadas de mistério

Um mês após as prisões dos técnicos de enfermagem do Hospital Anchieta acusados de injetar substâncias em pacientes com o intuito de matá-los, algumas...

José Balcázar Zelada é eleito novo presidente interino do Peru

Congresso da Republica do Peru O deputado José María Balcázar Zelada, do partido Perú Libre, foi eleito pelo Parlamento o presidente do Congresso do...

Copa do Brasil: 11 clubes garantem vaga na segunda fase do torneio

Nesta quarta-feira (18/2) foram realizadas 11 partidas pela fase inicial da Copa do Brasil