Defesa de Anderson Torres questiona denúncia da PGR no STF e a chama de “roteiro imaginário”
A defesa de Anderson Torres, ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal e ex-ministro de Jair Bolsonaro (PL), apresentou sua resposta ao Supremo Tribunal Federal (STF) diante da denúncia feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR) nesta quinta-feira (6/3). Os advogados, liderados por Eumar Novacki, evitaram confrontar diretamente o STF, porém criticaram fortemente a atuação da PGR.
Considerando a acusação de crimes como organização criminosa armada, tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e outros, a defesa de Torres contestou a falta de provas contundentes apresentadas pela PGR para embasar tais acusações.
Em concordância com a defesa de Bolsonaro, os advogados de Torres classificaram a denúncia como uma “estória” e alegaram que se trata de um “roteiro imaginário”, desprovido de fundamentos reais. Ressaltaram que a denúncia é uma construção fictícia e que a discussão racional do tema é essencial nos tempos atuais.
De acordo com a denúncia, Torres teria participado de reuniões com conteúdo golpista e estaria a par de um suposto plano de golpe. No entanto, a defesa questiona a ausência de provas concretas que sustentem tais alegações. A PGR afirma que Torres e outros funcionários teriam optado conscientemente por agir em prol da ruptura institucional.
Os advogados de Torres destacam a falta de evidências apresentadas pela PGR, alegando que a menção de ex-comandantes do Exército e da Aeronáutica sobre reuniões com a participação de Torres não é respaldada por nenhum material probatório.
Além disso, a defesa argumenta que a denúncia genérica da PGR prejudica o exercício pleno do direito à ampla defesa e ao contraditório, assegurados pela Constituição Federal. A falta de embasamento técnico na acusação foi ressaltada pelos advogados como um obstáculo à garantia de um processo justo.

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