Durante participação em um podcast, o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, provocou o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelo aumento de tarifas recentemente impostas. Haddad comparou a postura protecionista dos EUA com as ações do governo brasileiro, liderado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele ressaltou a ironia de Trump, apoiado por Bolsonaro, estar aumentando taxas enquanto Lula anunciou a redução de impostos sobre alimentos.
As novas tarifas dos EUA têm como objetivo fortalecer a indústria local e equilibrar suas relações comerciais, afetando importações de diversos países, incluindo alíquotas sobre Canadá, México, e China. Essa ação protecionista, abrangendo aproximadamente US$ 1,5 trilhão em importações anuais, promete impactar a economia global e as relações comerciais internacionais.
Embora o Brasil não tenha sido diretamente afetado pelas novas tarifas, setores estratégicos como aço, alumínio, madeira e etanol podem ser impactados por sobretaxas. O mercado brasileiro de madeira, por exemplo, é fortemente dependente das exportações para os EUA. Já o aço e o alumínio, produtos-chave na pauta de exportações para os EUA, também estão sob risco de taxação. No caso do etanol, a postura de “tarifas recíprocas” defendida por Trump pode resultar em um aumento das atuais tarifas sobre o produto brasileiro, em resposta às taxas aplicadas pelo Brasil ao etanol americano.
Enquanto isso, o governo brasileiro anuncia medidas para reduzir o preço dos alimentos, isentando itens básicos do pagamento de impostos. Café, azeite de oliva, óleo de girassol, milho, açúcar, sardinha, biscoitos, massas alimentícias e carnes agora são isentos de taxas que antes incidiam sobre eles. A ampliação da cota de importação de óleo de palma e o fortalecimento dos estoques reguladores da Conab também estão entre as medidas adotadas para garantir estabilidade nos preços.

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