STF: “Brasil enfrenta uma farsa autoritária”, diz Eduardo Bolsonaro

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O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) denunciou em suas redes sociais a condução do julgamento da denúncia feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR) que investiga uma suposta tentativa de golpe de Estado em 2022, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como um dos investigados.

Em suas declarações, Eduardo Bolsonaro destacou a aceleração do processo para afastar seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, das eleições presidenciais de 2026, caracterizando o momento como uma “farsa autoritária” imposta às autoridades brasileiras.

“Uma delação mentirosa, uma investigação viciada, uma denúncia fraca e sem sentido, um juiz autoritário e parcial, um PGR submisso e sem autonomia, e um processo conduzido com pressa, para atender não à lógica jurídica, mas à lógica política-eleitoral”, afirmou o deputado.

Além disso, Eduardo Bolsonaro criticou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, apontando que a atuação do magistrado e seus aliados tem exposto a ditadura brasileira no contexto internacional, evidenciando uma perseguição autoritária, censura e desrespeito ao devido processo legal.

“A cada nova decisão de Moraes e de seus cúmplices, mais visível fica, no Brasil e no exterior, a instrumentalização política do judiciário, a perseguição autoritária de membros da oposição, a censura de vozes incômodas e o desrespeito ao devido processo legal. Cheguei a pensar que seriam mais inteligentes e manteriam as aparências de legalidade agora que o mundo está de olho, mas talvez eu tenha superestimado a inteligência dos inimigos da liberdade no Brasil”.

Julgamento

O ministro do STF, Cristiano Zanin, agendou para as 9h30 do dia 25 de março o julgamento da denúncia contra Jair Bolsonaro, que investiga uma suposta trama golpista para anular as eleições de 2022.

Dentre os crimes atribuídos ao ex-presidente e aos outros denunciados, estão liderança de organização criminosa, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.

Alexandre de Moraes, relator do caso, liberou o processo e solicitou a inclusão em pauta para julgamento presencial. Zanin designou três sessões para a apreciação da denúncia, sendo duas no dia 25 e uma no dia 26, todas presenciais. O julgamento abrangerá o núcleo de acusados, incluindo Jair Bolsonaro, Alexandre Ramagem, Almir Garnier, Anderson Torres, Mauro Cid, Paulo Sérgio Nogueira, Augusto Heleno e Braga Netto.

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