Polícia diz que morte de inimigo do PCC pode ter outros mandantes

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A Polícia de São Paulo investiga possível envolvimento de outras pessoas na morte de inimigo do Primeiro Comando da Capital (PCC). Além de Emílio Gangorra Castilho, o Cigarreiro, e Diego Alves, o Didi, apontados como mandantes do crime, a polícia sugere que membros da cúpula da facção possam ter participado do planejamento do assassinato de Vinícius Gritzbach, mas essa hipótese não foi confirmada.

De acordo com a investigação, o homicídio de Gritzbach, morto com 10 tiros de fuzil no Aeroporto de Guarulhos, foi motivado pela vingança do PCC por três causas principais: a morte de seu líder Anselmo Santa Fausta, o Cara Preta; um suposto desvio financeiro da facção em criptomoedas; e um acordo de delação firmado com o Ministério Público de São Paulo.

A investigação revelou que Gritzbach enfrentou um “tribunal do crime” no qual prometeu entregar senhas de carteiras digitais com milhões em criptomoedas a integrantes importantes do PCC, incluindo Cigarreiro e Didi. Após ser liberado, irritou o líder Silvio Luiz Ferreira, o Cebola, o que levou à sua sentença de morte. Posteriormente, outros envolvidos, incluindo Django e Japa, acabaram falecendo em circunstâncias que sugerem retaliação.

A polícia estabeleceu a ligação entre Cigarreiro, Didi e o assassinato de Gritzbach através de conversas interceptadas e identificação do olheiro do crime. Os diálogos indicavam a liderança de Cigarreiro no planejamento e execução do homicídio, com vários envolvidos o remetendo como “pai” da ação criminosa. A polícia também apontou ligações de Cigarreiro com o tráfico de drogas na comunidade da Vila Cruzeiro, no Rio de Janeiro.

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