STF julga se Bolsonaro vira réu por trama golpista e deixa aliados de ex-presidente divididos

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A Primeira Turma do STF inicia hoje o julgamento que pode levar o ex-presidente Jair Bolsonaro a se tornar réu, acusado de liderar uma suposta tentativa de golpe de Estado em 2022.

Após uma tramitação rápida da denúncia da PGR, aliados do ex-presidente estão divididos sobre a melhor forma de lidar com a situação, enquanto o STF reforçou a segurança em meio aos ataques frequentes de Bolsonaro à instituição.

O julgamento deve resultar no recebimento unânime da denúncia pela turma, composta por Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Luiz Fux.

Além de Bolsonaro, outros sete integrantes apontados como parte do núcleo central na articulação de uma ruptura institucional também serão julgados.

As defesas negam as acusações e questionam aspectos do julgamento, enquanto os advogados de Bolsonaro buscam ressaltar sua inocência em questões técnicas e processuais.

Os aliados do ex-presidente estão divididos em relação à melhor estratégia para enfrentar as acusações, com divergências também sobre a conduta prévia ao julgamento.

Preocupado com possíveis embates, o tribunal estabeleceu um plano de segurança especial, restringindo o acesso ao prédio e monitorando ameaças.

O julgamento se inicia avaliando se a denúncia levantada pela PGR contém indícios de materialidade e autoria, sendo apenas o primeiro passo no processo.

O procedimento está previsto para durar até a manhã de quarta-feira, com sustentações orais e votações dos ministros após análise preliminar das argumentações apresentadas.

Aliados de Bolsonaro pressionam agenda do ex-presidente na véspera do julgamento do STF.

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