Enfermagem: fim do ensino a distância atinge 3,8 mil estudantes no DF

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O anúncio do ministro da Educação, Camilo Santana, em 13 de março, marcou o fim dos cursos a distância na área de enfermagem, afetando cerca de 3.826 estudantes no Distrito Federal. A decisão representa uma mudança significativa, já que desde junho de 2024 novos cursos a distância na área estavam suspensos.

Com aproximadamente 43 mil profissionais atuantes em enfermagem no DF, incluindo auxiliares, técnicos e enfermeiros graduados, dados do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) de 2024 revelam que a maioria, 75,1%, não possui graduação em nível superior. Apenas 24,9% detêm diploma de enfermeiro.

Em contrapartida, a Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS) em Brasília já adota um modelo integralmente presencial para o curso de enfermagem, formando cerca de 60 enfermeiros por ano. A instituição destaca a integração entre ensino acadêmico e experiências práticas desde o início do curso, proporcionando aos alunos uma formação de alta qualidade.

Teresa Christine Morais, coordenadora do curso de Enfermagem da ESCS, ressalta que o ensino presencial oferece benefícios significativos para a formação dos alunos. Destaca-se o acesso a laboratórios e equipamentos especializados, simulações de procedimentos de enfermagem e situações reais de saúde, elementos fundamentais para uma formação sólida e eficaz.

Lorena Soares, de 24 anos, graduada pela ESCS e atuante na área, compartilha a importância da abordagem ativa em sua formação, ressaltando a integração entre teoria e prática como essencial para sua preparação para desafios profissionais, como a residência. A experiência direta com pacientes e procedimentos em ambientes de saúde foi determinante para sua confiança e destaque profissional.

Desafios e Reflexões

A Associação Nacional das Universidades Particulares (ANUP) expressa preocupação com os impactos da transição para o ensino exclusivamente presencial em enfermagem. Defendem que a regulação educacional na área da saúde deve priorizar a qualidade do ensino, sem impor restrições que possam prejudicar a formação de novos profissionais.

Por outro lado, a aluna de enfermagem EAD, Pamela Lorrany, 28 anos, residente em Taguatinga, expressa apreensão diante da possibilidade de migração para o ensino presencial. Com a responsabilidade de cuidar dos filhos e trabalhar em casa, a rotina intensa dificulta a adaptação ao modelo exclusivamente presencial. A disparidade de custos entre os cursos presenciais e a distância também preocupa Pamela, que destaca sua preparação e confiança para exercer a profissão, independentemente do formato de formação.

A educação em enfermagem passa por mudanças significativas, impactando a formação de novos profissionais. Qual a sua opinião sobre essa transição e seus reflexos na qualidade dos serviços de saúde? Compartilhe sua visão conosco!

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