Dor que atravessa gerações: parentes de mortos na ditadura buscam respostas

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Dor que atravessa gerações: parentes de mortos na ditadura buscam respostas

No Brasil, o golpe que instaurou a Ditadura Militar completa 61 anos. Esse período de duas décadas ficou marcado por repressão, censura, violência, tortura, desaparecimentos e mortes. Familiares de vítimas desse regime buscam justiça e o fim da impunidade dos responsáveis pelos crimes cometidos. A luta por reconhecimento é evidenciada não só pela família Paiva, mas também por parentes de mortos e desaparecidos, ecoando o grito de que “ainda estamos aqui”.

Marta Costta, sobrinha de Helenira Rezende, executada aos 28 anos no Araguaia, destaca a ferida aberta que atravessa gerações, refletindo a dor e o impacto dos acontecimentos. A brutalidade da Ditadura Militar se revela em violações de direitos e na impunidade que perdura até hoje, apesar dos esforços contínuos por justiça.

A ditadura desconsiderou os preceitos legais, permitindo arbitrariedades e violações sistemáticas aos direitos humanos. A busca por reconhecimento e reparação é uma saga incessante para familiares, como Marta e Diva Santana, que aguardam há décadas por respostas sobre seus entes queridos, vítimas do regime militar.

Marta representa a segunda geração em busca de respostas e justiça, preparando a próxima geração para dar continuidade a essa luta. Enquanto isso, a impunidade persiste, reforçada pela Lei de Anistia e pela falta de responsabilização dos envolvidos.

Assim como Marta, Diva Santana clama por justiça para sua irmã e cunhado, mortos no Araguaia. A falta de informações e a impunidade perpetuam o sofrimento das famílias, refletindo um cenário de negligência e apagamento histórico por parte do Estado.

Cinquenta anos de busca incansável marcam a trajetória de Diva em sua jornada por identificação e reparação. A impunidade e a falta de transparência sobre os crimes cometidos são a realidade que as famílias enfrentam, sob o peso de uma história sombria que clama por luz.

“Nenhuma mãe viva dos desaparecidos”

Eugênia Gonzaga, presidente da Comissão Nacional da Verdade, destaca o sofrimento das famílias que ainda aguardam por justiça e reparação. O tempo tem sido um obstáculo para a punição dos envolvidos, enquanto as famílias continuam sua busca incansável por respostas.

A luta por verdade, justiça e reparação ecoa como um grito de resistência que desafia a impunidade e o silêncio que permeiam essa parte sombria da história brasileira. É necessário honrar a memória dos que se foram, dando voz às famílias e resgatando a verdade que por tanto tempo foi suprimida.

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