EUA: procuradora-geral ordena pena de morte para Luigi Mangione

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A procuradora-geral dos Estados Unidos, Pamela Bondi, instruiu os promotores encarregados do caso de Luigi Mangione, acusado de assassinar Brian Thompson, CEO do grupo UnitedHealth, em Nova York, a solicitarem a pena de morte para o réu.

Relembrando o Caso

  • Brian Thompson, presidente-executivo da UnitedHealthcare, de 50 anos, foi fatalmente ferido com um tiro no peito em Midtown Manhattan, Nova York, em 4 de dezembro de 2024, vindo a falecer apesar dos esforços médicos.
  • O atirador fugiu a pé pela Sexta Avenida em direção ao Central Park, onde subiu em uma bicicleta para escapar.
  • Após seis dias do incidente e a divulgação de imagens do suspeito, Luigi Mangione, 26 anos, foi identificado em um restaurante McDonald’s em Altoona, Pensilvânia.
  • No momento da captura, Mangione estava com uma arma de fogo, um silenciador, uma identidade falsa e vestia roupas similares às do atirador que ceifou a vida do CEO.
  • Embora tenha se declarado inocente das acusações de assassinato e terrorismo, Luigi Mangione agora enfrenta a pressão da justiça.

Pamela Bondi divulgou uma declaração enfatizando que o assassinato do CEO foi premeditado e cruel, causando grande comoção em todo o país.

“O assassinato de Brian Thompson por Luigi Mangione — um homem inocente e pai de duas crianças pequenas — foi um crime premeditado e sem piedade que chocou os Estados Unidos. Após extensa deliberação, dei instruções aos promotores federais para buscar a pena de morte neste caso, alinhando-nos à política do presidente Trump de combate à violência e restauração da segurança em nosso país”, ressaltou.

Com base nessa decisão, a procuradora-geral orientou o procurador-geral interino, Matthew Podolsky, a buscar a pena capital, justificando que as ações de Mangione envolveram planejamento meticuloso e premeditação, representando uma ameaça séria à vida de outras pessoas devido ao assassinato público.

“Caçador de CEO”

O jovem e atraente Luigi Mangione ganhou notoriedade nas redes sociais, sendo objeto de memes e admirado por muitos, o que culminou na criação de itens como bonés com a inscrição “caçador de CEO” e camisetas estampadas com seu rosto, transformando-o em uma espécie de Robin Hood moderno, recebendo aclamação virtual.

Mangione, originário de uma família abastada e formado em uma renomada universidade nos EUA, era considerado um prodígio da tecnologia, ainda que sofresse de dores crônicas nas costas, uma condição que impactava suas atividades diárias, apesar de não haver evidências claras relacionando sua saúde ao delito em questão.

A UnitedHealth, empresa dirigida por Thompson, confirmou que Mangione não era cliente da seguradora, descartando, até o momento, qualquer laço direto entre o acusado e a vítima.

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