PF liga faz-tudo do PCC à empresa de petróleo e fazenda de R$ 25 mi

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Um Enredo de Corrupção: Ligação do Faz-tudo do PCC a Empresas Milionárias

A investigação da Polícia Federal revela a intrincada relação entre Willian Agati, conhecido como o concierge do PCC, e Tharek Mourad, apontado como doleiro em um esquema criminoso envolvendo tráfico internacional de cocaína. Ambos adquiriram em conjunto uma propriedade de R$ 25 milhões no interior de São Paulo, além de investirem pesadamente em uma empresa de petróleo e gás nos Emirados Árabes.

As revelações obtidas pela PF durante a operação Mafiusi foram extraídas de um celular apreendido com Tharek, que foi detido recentemente. O cruzamento de informações levou ao descobrimento de um CNPJ utilizado por ambos para transações financeiras no setor de petróleo no Oriente Médio, movimentando a expressiva quantia de US$ 2 milhões.

Conversas por WhatsApp entre Agati e Tharek em maio de 2023 evidenciam a formalização do investimento realizado nos Emirados Árabes, bem como a constituição de uma empresa destinada à importação de combustíveis para o Brasil, visando lucros substanciais.

Detalhes Obscuros de um Patrimônio Milionário

As investigações também revelam indícios sobre a aquisição de uma chácara no valor de R$ 25 milhões pela empresa Sta Edwiges Spe LTDA, em Indaiatuba (SP), cujas transações financeiras envolvidas parecem estar vinculadas ao tráfico internacional de drogas.

Imagem da chácara comprada por Tharek Mourad e Willian Agati, segundo a PF
Imagem da chácara comprada por Tharek Mourad e Willian Agati, segundo a PF

Conversas entre Tharek e Agati revelam os trâmites da compra da propriedade, incluindo a divisão dos pagamentos, indicando um possível envolvimento do dinheiro do tráfico na transação. A atuação dos envolvidos em atividades ilícitas, como lavagem de dinheiro e movimentação financeira irregular, foi confirmada pelas autoridades federais.

A operação Mafiusi desvenda uma complexa teia criminosa dedicada ao tráfico de cocaína do Brasil para a Europa, utilizando tanto o Porto de Paranaguá quanto transporte aéreo para viabilizar as remessas. Willian Agati, conhecido como o “concierge do PCC”, figura central no esquema, enquanto Tharek é identificado como um crucial operador financeiro do grupo criminoso.

Resistindo às Acusações

Em resposta às acusações, a defesa de Willian Agati alega sua inocência em relação aos crimes imputados e nega qualquer participação irregular, seja com Tharek ou qualquer outra pessoa. Reafirmando sua conduta ilibada e pregresso empresarial, Agati é caracterizado como alvo de perseguição injustificada.

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