Justiça suspende pagamentos ao juiz que usou nome falso por 45 anos

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O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) decidiu suspender os pagamentos a José Eduardo Franco dos Reis, um juiz que atuou por 45 anos sob o nome falso de Edward Albert Lancelot Dodd Canterbury Caterham Wickfield. O Ministério Público de São Paulo denunciou José Eduardo por uso de documento falso e falsidade ideológica, solicitando o cancelamento dos documentos em nome de Edward e retenção de seu passaporte, impedindo-o de deixar a cidade.

José Eduardo compareceu ao Poupatempo Sé em 3 de outubro de 2024 para solicitar a segunda via do RG, usando a identidade de Edward. Porém, suas impressões digitais revelaram sua verdadeira identidade. Uma investigação da Polícia Civil revelou duplicidade de registros, com José Eduardo possuindo documentos como título de eleitor, CPF e passaporte em nome falso.

Em depoimento à polícia, José Eduardo alegou que seu pai revelou a existência de um irmão gêmeo chamado Edward Albert, que teria sido adotado por outra família. O acusado afirmou ter encontrado o suposto irmão na década de 1980, mas sua narrativa não convenceu as autoridades.

O nome falso adotado por José Eduardo tem referências literárias da cultura inglesa, com alusões a clássicos de autores como Charles Dickens e Geoffrey Chaucer. Cada parte do nome remete a diferentes obras e personagens da história literária, conectando-se a figuras icônicas como Lancelot e narrativas como “David Copperfield” de Dickens.

José Eduardo Franco dos Reis é o nome verdadeiro do juiz aposentado.

A suspensão dos pagamentos ao juiz demonstra as consequências legais de sua conduta, que levantou questões sobre identidade e integridade profissional ao longo de décadas.

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