Indígena morre a tiros durante conflito de terra no Extremo Sul baiano

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Um triste episódio abalou a região do Extremo Sul da Bahia, onde um indígena de 50 anos, João Celestino Lima Filho, foi brutalmente alvejado durante um conflito de terras em Prado. Ele integrava um grupo de 20 indígenas que buscavam reivindicar a posse de um terreno em uma fazenda.

De acordo com informações do G1, a Polícia Civil de Teixeira de Freitas confirmou a morte do indígena no domingo (6), vítima de um disparo no abdômen. Mesmo ferido, João Celestino resistiu e entrou em confronto físico com um dos atiradores, sendo posteriormente levado para atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Prado e transferido para o Hospital Regional Costa das Baleias, em Teixeira de Freitas.

Os indígenas relataram que o ataque ocorreu durante uma ocupação pacífica da área, quando foram surpreendidos por dois atiradores nas dependências da propriedade rural. Os suspeitos afirmaram que estavam dormindo na casa da fazenda e foram surpreendidos por indivíduos armados com pedaços de madeira e facões, que teriam invadido a residência. Alegaram ainda ter agido em legítima defesa.

Segundo os relatos, após alguns disparos, a arma de um dos atiradores apresentou falhas e foi tomada por um dos indígenas durante o confronto físico. Um dos suspeitos ficou ferido e precisou passar por exames de lesões corporais. A delegacia de Prado está investigando o caso atentamente para apurar os fatos ocorridos.

A violência envolvendo a morte de João Celestino Lima Filho durante o conflito de terras no Extremo Sul da Bahia é um trágico acontecimento que evidencia a urgência de resolução de conflitos fundiários de forma pacífica e respeitosa.

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