Pastor diz que autistas são influenciados por “entidades espirituais” e é denunciado

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Pastor denunciado por declarações polêmicas sobre autismo ligado a entidades espirituais

O pastor Rogério Wellington Gomes de Oliveira, conhecido como Rogério Zayte, está enfrentando uma série de denúncias devido a declarações consideradas ofensivas e discriminatórias contra pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). As acusações surgiram após a divulgação de um vídeo nas redes sociais no qual o pastor associa o autismo a um suposto “mal geracional” e a entidades espirituais como Ogum e Ares.

Durante uma transmissão ao vivo no canal O Fuxico Gospel, o empresário Márcio Bieda, que é autista, expressou sua indignação com os comentários do pastor, afirmando ter registrado uma queixa na Polícia Federal. Ele ressaltou a gravidade das afirmações, denunciando a tentativa de incitar a igreja a tratar crianças autistas como possuídas por demônios.

As declarações de Rogério Zayte causaram revolta em diversos setores da sociedade, levando inclusive à orientação da ONG Força Azul, formada por pais cristãos de crianças autistas, para que outras famílias registrem queixas criminais contra o pastor.

Além das repercussões sociais, as expressões do pastor podem implicar em consequências legais, com possíveis enquadramentos nos artigos da Lei Brasileira de Inclusão, que criminaliza o preconceito contra pessoas com deficiência. Há também a possibilidade de enquadramento em práticas de charlatanismo e curandeirismo, uma vez que o pastor faz afirmações infundadas sobre a causa do autismo, sem embasamento científico.

O caso suscitou um amplo debate nas redes sociais, com internautas expressando apoio ao empresário Bieda e repúdio às declarações do pastor. A importância de combater a desinformação que estigmatiza e promove violência simbólica contra pessoas autistas foi ressaltada por especialistas em comunicação.

Até o momento, o pastor não se pronunciou publicamente sobre o assunto. A ação judicial movida por Bieda tem como objetivo não somente a punição, mas também o estabelecimento de jurisprudência para coibir discursos semelhantes no ambiente religioso. O foco é garantir respeito, compreensão e acolhimento às pessoas autistas, ao invés de associá-las a maldições.

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