Desembargador que ligou presidente Lula à facção criminosa é afastado

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O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) tomou a decisão de suspender o desembargador Marcelo Lima Buhatem do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) por 60 dias. A suspensão foi decorrente de um processo disciplinar iniciado em 2023 devido a postagens feitas em suas redes sociais questionando a segurança das urnas eletrônicas em 2022.

Em uma das postagens feitas pelo desembargador, ele compartilhou um texto em uma lista de transmissão em um aplicativo de mensagens, no qual afirmava que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tinha ligação privilegiada com o Comando Vermelho. Além disso, mencionou que “Lula visitaria uma favela onde a polícia tinha sido impedida de realizar operações”.

Em sua defesa, ele alegou não ter lido a parte comprometedora da mensagem envolvendo Lula, mas apenas o título que mencionava a visita do ex-presidente a uma favela. Ele ressaltou que, se tivesse notado a frase polêmica de que ‘Lula era convidado de honra do Comando Vermelho’, não teria compartilhado. Ele declarou ser veementemente contra disseminação de notícias falsas e admitiu que, por vezes, repassamos informações sem a devida atenção. Vale salientar que o compartilhamento foi feito de forma individual, não em um grupo.

“Isso, sim, tinha que estar no Inquérito das Fake News! Ato contra a democracia!”, escreveu o desembargador em uma de suas postagens, referindo-se às intenções de voto em Lula (PT), que na época atingia 50%, enquanto Jair Bolsonaro (PL) obtinha apenas 36%. Essa discrepância o conduziu ao processo disciplinar em questão.

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