Dólar cai e Bolsa tem nova disparada em pregão sem ataques de Trump

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Os mercados cambial e de ações apresentaram ótimo desempenho no Brasil nesta quinta-feira (24/4). O dólar encerrou com queda de 0,47%, sendo cotado a R$ 5,69, atingindo seu valor mínimo em R$ 5,66. Por outro lado, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira (B3), teve uma disparada, registrando uma elevação de 1,79%, alcançando 134.580 pontos, o maior patamar de 2025.

O movimento de ambos os indicadores seguiu a tendência global, em um dia de relativa calmaria no cenário externo. O dólar se desvalorizou em diversos países. Por volta das 17 horas, o índice DXY, que avalia a força do dólar em relação a uma cesta de moedas de mercados desenvolvidos, apresentava uma baixa de 0,68%, atingindo 99,23 pontos. Entre os países emergentes, o peso colombiano e o mexicano também fortaleceram-se em relação ao dólar dos Estados Unidos, com valorizações de 0,98% e 0,14%, respectivamente.

Nesta quinta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, amenizou suas críticas ao presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, não fazendo novas ameaças de tarifas a produtos importados, comportamento que se repetiu em relação ao dia anterior.

Ainda no cenário internacional, dados divulgados sobre a economia dos EUA foram bem-recebidos pelos investidores. Informações sobre o mercado imobiliário em desaceleração indicam um cenário de retração nesse setor nos EUA. Além disso, declarações da presidente do Fed de Cleveland, Beth Hammack, sustentaram as expectativas de um potencial corte de juros, pedindo paciência em relação à política monetária diante de altos níveis de incerteza.

O otimismo estendeu-se às bolsas em todo o mundo. Na Europa, as principais bolsas encerraram o dia em alta, seguidas pelo desempenho positivo das bolsas em Nova York. O clima nos mercados reflete um alívio geral e a perspectiva de uma postura mais moderada do governo dos EUA em relação às questões comerciais e monetárias, sinalizando possíveis avanços nas negociações com a China e na independência do Fed.

Na B3, 72 ações do Ibovespa fecharam em alta, seis se mantiveram estáveis e apenas nove apresentaram queda. O índice acumula sucessivas elevações, com um crescimento de 3,32% no mês e 11,89% no ano, estando a apenas 2% de atingir sua máxima histórica de 137.343 pontos, alcançada em agosto de 2024.

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