Papa recém-eleito já esteve no centro de polêmica envolvendo abusos sexuais

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O Vaticano anunciou a eleição do cardeal Robert Francis Prevost, de 69 anos, como novo papa da Igreja Católica, que adotou o nome Leão XIV, tornando-se o 267º pontífice.

Prevost, o primeiro papa nascido nos Estados Unidos, também possui cidadania peruana devido ao seu longo trabalho missionário na América Latina. Sua ascensão, no entanto, não é desprovida de controvérsias. Em 2023, três mulheres peruanas o acusaram de encobrir abusos sexuais cometidos por dois padres em sua diocese na norte do Peru, quando eram crianças. O Vaticano investiga o caso.

Embora um dos padres tenha sido afastado e o outro já não exerça mais funções por motivos de saúde, a diocese nega tentativas de encobrimento, afirmando que Prevost cumpriu os protocolos instituídos pelo Vaticano.

Em declaração à Vatican News, Prevost reconheceu a séria responsabilidade do bispo e a necessidade de acolher as vítimas e agir com justiça diante da dor provocada por esses casos.

Nascido em Chicago, Illinois, Prevost possui uma sólida trajetória na Igreja, tendo passado quase duas décadas no Peru e se naturalizado peruano. Com doutorado em Direito Canônico pela Pontifícia Universidade de Santo Tomás de Aquino em Roma, ele ocupava a posição de prefeito do Dicastério para os Bispos desde 2023.

Considerado moderado e favorável ao diálogo entre as correntes progressistas e conservadoras, seu perfil pode ser crucial em um momento de polarização na Igreja. Contudo, em sua atuação no Peru, houve resistência por suas críticas à inclusão da educação de gênero nas escolas públicas, o que gerou controvérsias.

O jornal The New York Times destacou seu trabalho junto a imigrantes venezuelanos e comunidades carentes no Peru, reforçando sua imagem de proximidade com os vulneráveis. Deixe sua opinião sobre a escolha de Prevost como papa nos comentários!

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