Trump rebate críticas e afirma que seria estúpido recusar o avião do Catar

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Donald Trump declarou, nesta segunda-feira (12), que seria “estúpido” rejeitar o avião oferecido pelo Catar. A família real do emirado planeja doar um Boeing 747-8, avaliado em US$ 400 milhões (R$ 2,27 bilhões), descrito pela mídia como um “palácio no céu”. Essa doação levanta questões sobre possíveis conflitos de interesse, dado que a Constituição dos EUA proíbe autoridades de aceitarem presentes de estados estrangeiros.

“É um grande gesto”, comentou Trump, quando perguntado sobre as expectativas do Catar em troca desse presente. Ele afirmou que nunca diria “não” a uma oferta assim. Karoline Leavitt, porta-voz da Casa Branca, mencionou que os detalhes legais da oferta ainda estão sendo discutidos, garantindo que qualquer doação seria feita em conformidade com a lei e com total transparência.

Em sua viagem ao Oriente Médio, Trump se irritou ao ser questionado sobre o uso pessoal da aeronave após deixar o cargo. Ele disparou: “Você deveria ter vergonha de fazer essa pergunta. Estão nos dando um avião de graça, 400 milhões ou não, eu diria: ‘Muito obrigado’.” O ex-presidente planeja doar o avião à sua futura biblioteca presidencial, semelhante ao que foi feito por Ronald Reagan.

O Catar, por sua vez, tentou minimizar a controvérsia, afirmando que a oferta do avião não é um presente. De acordo com Ali Al Ansari, adido de imprensa do Catar, a transferência do avião está em discussão entre os Ministérios da Defesa de ambos os países. No entanto, essa doação levanta preocupações de segurança, já que o avião deve funcionar como um centro de comando móvel em caso de ataques.

Os democratas criticaram severamente a doação, ressaltando que aceitar um presente de tal magnitude cria um evidente conflito de interesse. Trump, que pretende substituir os atuais Boeing 747-200B, já expressou seu descontentamento sobre os altos custos de manutenção dessas aeronaves. A Boeing enfrenta atrasos na entrega dos novos aviões, o que levou o ex-presidente a considerar “alternativas” para o futuro transporte presidencial.

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