Vampeta processa INSS e cobra auxílio por lesão no joelho: “Redução permanente da capacidade laboral”

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Vampeta, ícone do futebol brasileiro e pentacampeão mundial em 2002, decidiu enfrentar um novo desafio fora dos gramados: processar o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O ex-volante busca receber o auxílio-acidente em razão de lesões crônicas em seu joelho esquerdo, fruto de uma carreira marcada por intensas batalhas em campo.

A história de Vampeta com o joelho problemático começa em maio de 2003, quando ele sofreu uma grave lesão ao romper o ligamento cruzado anterior. A situação exigiu cirurgia e uma longa recuperação de um ano, repleta de sessões de fisioterapia para retornar ao futebol. Apesar do sucesso em voltar aos campos, as dores persistiram, levando o jogador a lidar com sucessivas contusões.

A gravidade da situação fica clara em um laudo médico assinado pelo Dr. Joaquim Grava, ex-médico do Corinthians, que diagnosticou Vampeta com “gonartrose não especificada (CID 10 M17.9)”. Essa condição degenerativa é irreversível e está intimamente ligada à prática esportiva de alto rendimento, sendo uma sombra constante na vida do ex-atleta.

Os advogados de Vampeta apresentaram um pedido administrativo ao INSS em novembro de 2024, mas a solicitação foi negada. Com isso, decidiram levar o caso à Justiça, argumentando que a situação do ex-jogador implica em uma “redução permanente da capacidade laboral”, o que justifica o auxílio-acidente segundo a legislação vigente.

No processo, a defesa pede que Vampeta receba 50% do salário de benefício, retroativo ao pedido administrativo, além de honorários advocatícios e gratuidade processual. Eles também buscam que o Corinthians seja intimado a apresentar o prontuário médico do atleta, comprovando a extensão da lesão e seu impacto na carreira.

O próximo movimento dessa batalha judicial está agendado para agosto, quando uma perícia médica judicial avaliará os danos e suas consequências permanentes. Enquanto isso, Vampeta continua a lutar, não apenas por sua própria saúde, mas também por justiça em reconhecimento ao preço que pagou por sua paixão pelo futebol.

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