No dia do meio ambiente, Marina defende licenciamento sem retrocesso

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

No Dia Mundial do Meio Ambiente, a ministra Marina Silva lançou um alerta crucial: o processo de licenciamento ambiental do Brasil não pode retroceder. “Agilizar as licenças não pode significar sacrificar nossa legislação”, afirmou, enfatizando que a conservação do nosso ecossistema é fundamental em tempos de crescente desequilíbrio ambiental e mudanças climáticas.

O Senado recentemente aprovou um projeto que altera substancialmente o licenciamento ambiental, especialmente a Licença Ambiental Especial (LAE), que promete acelerar aprovações para projetos considerados estratégicos. No entanto, essa abordagem gerou uma onda de críticas de defensores do meio ambiente e de comunidades tradicionais.

  • Críticos apontam que a nova Licença por Adesão e Compromisso (LAC) permite que empreendedores se autodeclarem sem a necessidade de estudos de impacto, o que pode resultar em consequências desastrosas para a biodiversidade.
  • Além disso, a LAE só requer um parecer técnico em até 12 meses, suscitando preocupações sobre a qualidade das avaliações.
  • A retirada do poder normativo de órgãos como o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) e a restrição da participação de órgãos competentes apenas a terras indígenas e quilombolas homologadas são outros pontos polêmicos destacados.

Marina enfatizou a importância de harmonizar desenvolvimento econômico com responsabilidade ambiental. “Podemos promover o desenvolvimento sustentável, aumentar o acesso à infraestrutura e melhorar a vida das populações vulneráveis, tudo isso enquanto protegemos nosso meio ambiente”, ressaltou.

“É possível promover o desenvolvimento sustentável com justiça social e ambiental; ampliar o acesso à infraestrutura protegendo o meio ambiente; melhorar a vida das populações mais vulneráveis com responsabilidade; recuperar áreas degradadas com a regeneração de nossos biomas; e impulsionar um novo ciclo de prosperidade mantendo a floresta em pé”, acrescentou a ministra.

A ministra também lembrou os avanços durante o terceiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva, incluindo a redução drástica do desmatamento na Amazônia e o retorno à demarcação de terras indígenas. “Nos primeiros dois anos do governo Lula, reduzimos quase pela metade o desmatamento na Amazônia”, destacou, ressaltando o papel crítico da fiscalização integrada entre diferentes esferas de governo.

Dados do 6º Relatório Anual de Desmatamento (RAD) confirmam a redução de 32,4% na área total desmatada em 2024 em relação a 2023. Contudo, a luta está longe de acabar, especialmente com o Cerrado liderando as estatísticas de desmatamento com 652.197 hectares.

Marina ainda citou a COP30, que ocorrerá em novembro em Belém do Pará, como uma grande oportunidade para o Brasil liderar a discussão global sobre mudanças climáticas. “Nosso país deve ser um exemplo, ancorado no diálogo e na ciência”, afirmou, destacando a importância de unir forças para enfrentar os desafios ambientais.

“A COP30 será um chamado para um mutirão global, unindo esforços para implementar compromissos climáticos já estabelecidos”, concluiu a ministra, reiterando o papel do Brasil como líder nesse importante debate.

O que você pensa sobre as recentes mudanças no licenciamento ambiental? Compartilhe suas opiniões nos comentários!

“`

Comentários do Facebook

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

VÍDEO: Manifestantes colocam fogo em via na região da CIA Aeroporto em protestos por morte de Thamiris

Um vídeo publicado nas redes sociais mostra chamas no local e um congestionamento significativo na região do Salvador Norte Shopping, em São Cristóvão,...

Jovem de 20 anos persegue idosa, mostra pênis na rua e acaba preso

<!-- Meta Description: Caso de importunação sexual e perseguição em Igaraçu do Tiête, interior de São Paulo. Jovem de 20 anos é preso...

Por recomendação do MP, DF Legal derruba parquinho de crianças no DF

Um parquinho instalado sem autorização na SQNW 302, no Noroeste do Distrito Federal, foi removido pela DF Legal após cobrança do Ministério Público...