Kremlin: “Será o fim do mundo”, caso a Ucrânia retome territórios

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Em uma nova e alarmante declaração, Vladimir Medinsky, assessor direto do presidente russo Vladimir Putin, deixou claro que a tentativa da Ucrânia de recuperar os territórios ocupados pelas forças russas pode desencadear um cenário catastrófico. Segundo Medinsky, tal ação, junto com a OTAN, poderia culminar em uma “guerra nuclear”, que, em suas palavras, representaria “o fim do mundo”.

Essas declarações vieram à tona durante uma entrevista à agência estatal russa Tass, onde Medinsky enfatizou que simplesmente interromper o conflito sem um acordo sólido seria perigoso. Ele traçou um paralelo com a situação entre Armênia e Azerbaijão ao afirmar que um cessar-fogo sem um pacto real apenas perpetuaria a instabilidade.

“Se o conflito for interrompido na linha de frente e não houver um acordo de paz real — apenas um cessar-fogo — isso vai se transformar em um prolongado conflito, similar ao que ocorre em Carabaque”, declarou Medinsky.

O assessor russo também direcionou suas críticas à OTAN, alertando que a inclusão da Ucrânia na organização, junto com seus aliados, poderia causar uma catástrofe global. Para ele, esse movimento seria um sinal claro de que a crise alcançaria um novo patamar de gravidade.

“Depois de algum tempo, a Ucrânia, junto com a OTAN e seus aliados, tentará retomar o território, e isso será o fim do mundo — resultará em uma guerra nuclear”, destacou, ressaltando a seriedade da situação.

A tensão entre a Rússia e a OTAN remonta à Guerra Fria, mas se acirrou com a expansão da aliança militar para o Leste Europeu após a dissolução da União Soviética. A anexação da Crimeia em 2014 e a invasão da Ucrânia em 2022 foram gatilhos que intensificaram este conflito, motivados, segundo Moscou, pela crescente aproximação da Ucrânia com o Ocidente.

Enquanto a OTAN afirma que suas ações são meramente defensivas, a Rússia mantém suas exigências rígidas. Medinsky não delineou claramente o que considera uma “paz verdadeira”, mas deixou claro que exige o reconhecimento dos 20% do território ucraniano que está sob ocupação russa e a proibição da entrada da Ucrânia na OTAN.

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Troca de prisioneiros

Apesar do impasse nas negociações de paz, houve um desenvolvimento positivo: Rússia e Ucrânia realizaram uma nova troca significativa de prisioneiros de guerra. Foram libertados combatentes de ambos os lados, incluindo soldados com menos de 25 anos e aqueles gravemente feridos. Embora o número total de prisioneiros soltos ainda não tenha sido divulgado oficialmente, Medinsky informou que uma lista com 640 nomes foi entregue à Ucrânia no fim de semana.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, confirmou o início das trocas, destacando que esse processo será realizado em várias etapas ao longo dos próximos dias.

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