Irã chama ataque israelense de “declaração de guerra” e faz retaliação

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Na noite da última quinta-feira, o Irã vivenciou um ataque israelense sem precedentes. Com a intenção de desmantelar o programa nuclear iraniano, Israel levou a cabo uma ofensiva que resultou na morte de pelo menos três altos comandantes militares e seis renomados cientistas nucleares do país. A resposta iraniana foi rápida e contundente: em retaliação, mais de 100 drones foram lançados em direção a Israel. O Exército israelense, por sua vez, afirmou que seus sistemas de defesa estavam em operação para neutralizar as ameaças.

Em uma carta ao Conselho de Segurança da ONU, o Irã qualificou os ataques israelenses como uma “declaração de guerra” e pediu por uma intervenção urgente do órgão.

Esse embate entre as duas potências gera preocupações sobre um potencial conflito em larga escala no Oriente Médio. O governo israelense anunciou que a operação é apenas o início de um esforço contínuo para impedir que Teerã desenvolva armamento atômico.

Em declaração oficial, a Rússia – membro permanente do Conselho de Segurança – condenou as ações de Israel, chamando-as de não provocadas e em violação das normas internacionais. “Ataques militares contra um Estado soberano, seus cidadãos e infraestrutura nuclear são absolutamente inaceitáveis”, proclamou o ministério russo do Exterior.

A correspondente da DW em Jerusalém, Tania Kraemer, destaca que Israel aproveitou uma “janela de oportunidade” gerada pela vulnerabilidade dos sistemas de defesa aérea iranianos, como consequência de bombardeios anteriores. “Havia uma expectativa de que esta escalada aconteceria, especialmente em meio a negociações nucleares em andamento entre os EUA e Israel”, observou.

Com o ataque, o clima de tensão se intensifica. Cientistas vitimados na ofensiva incluem figuras proeminentes, como Abdolhamid Minouchehr e Ahmadreza Zolfaghari, com implicações significativas para o futuro do programa nuclear iraniano.

Após a retaliação, o exército israelense reportou que a maioria dos drones foi interceptada, minimizando a ameaça contra a população. “Atualmente, a situação está sob controle, permitindo que alertássemos os civis com tempo suficiente para se protegerem”, informou um oficial às agências de notícias.

Enquanto os ecos de explosões e sirenes ressoavam em ambos os lados da fronteira, a escalada de hostilidades sinaliza um novo capítulo nas tensões de uma região já marcada por conflitos. Israel, além de atacar instalações militares, também visou cientistas e oficiais de segurança de alto escalão, anunciando a morte de líderes como o general Mohammad Bagheri e o comandante Hossein Salami.

O que acontecerá a seguir? As negociações nucleares previstas para o próximo domingo podem ser impactadas diretamente por esses acontecimentos. O que você pensa sobre essa escalada de tensões? Deixe seu comentário e compartilhe suas opiniões sobre o futuro do Oriente Médio.

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