Médicos descrevem cenário em hospitais iranianos: “Um banho de sangue”

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O hospital Imam Khomeini, em Teerã, tornou-se o epicentro de um drama humano avassalador. Desde sexta-feira (13/6), o fluxo incessante de feridos tomou conta da unidade de emergência, que se viu sobrecarregada à medida que novos ataques israelenses atingiam a capital. Na noite de domingo (15/6), a situação se intensificou, transformando o hospital em um cenário que um médico descreveu como “uma devastação sem precedentes”.

“Foi um caos. Grithos de luto misturavam-se com o clamor de urgência. Vimos dezenas de pessoas com ferimentos graves, feridos leves e corpos sendo trazidos”, compartilhou um médico da unidade, que preferiu permanecer no anonimato em entrevista ao jornal The Guardian.

Os combates entre Israel e Irã se arrastavam para o quarto dia, e os hospitais estavam sendo inundados. O aumento de feridos não apenas sobrecarregou as instalações médicas, mas também exauriu uma equipe que lutava para lidar com a situação alarmante. O ambiente era de desespero, com cada novo paciente trazendo uma nova história de dor e perda.

“Vi crianças, adolescentes, adultos e idosos. Mães feridas corriam desesperadas, tentando salvar seus filhos atingidos por estilhaços”, relembrou o médico, revelando a tragédia que se desenrolava diante de seus olhos. Em muitos casos, os pais só perceberam que estavam feridos ao tentarem proteger suas crianças.

Os efeitos devastadores dos estilhaços

Os profissionais de saúde relataram uma variedade aterradora de ferimentos: fragmentos metálicos alojados em ossos e tecidos moles, hemorragias internas e queimaduras severas. Muitos dos feridos estavam nas proximidades quando as bombas israelenses caíram, resultando em lesões fatais e traumatizantes.

A escalada da violência teve início na manhã de sexta-feira, com Israel executando uma série de ataques aéreos, alegando o intento de impedir que o Irã garantisse armas nucleares. O Irã, por sua vez, respondeu com uma chuva de mísseis e drones, intensificando um conflito que parecia não ter fim.

Na manhã de segunda-feira, autoridades iranianas relataram que 1.277 pessoas haviam sido admitidas em hospitais em todo o país, com 224 delas não sobrevivendo. Porém, o médico do Imam Khomeini indicou que o número real de mortos poderia ser ainda maior.

A verdade por trás das estatísticas

No hospital, novos leitos foram rapidamente alocados à unidade de terapia intensiva, enquanto pacientes com ferimentos menos graves eram transferidos para outras instalações. A equipe da UTI recebeu ordens rigorosas para não divulgar detalhes sobre o número de vítimas, enquanto a situação estava sob monitoramento constante dos chefes de departamento. Um jornalista em Teerã relatou que as autoridades negaram sistematicamente informações sobre a real contagem de mortos e feridos.

O porta-voz do Ministério da Saúde do Irã, Hossein Kermanpour, afirmou que mais de 90% das vítimas eram civis, enquanto o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, alegou que os ataques se focavam apenas em alvos ligados ao governo iraniano.

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