TJ-BA regulamenta gestão de recursos oriundos de penas pecuniárias

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O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) deu um passo significativo em direção à maior transparência e eficiência na gestão de recursos oriundos de penas pecuniárias. Em um ato normativo publicado nesta quarta-feira, 18, novas diretrizes foram estabelecidas para a destinação dos valores coletados, que são pagamentos judiciais em substituição a penas privativas de liberdade. O objetivo é claro: assegurar que esses recursos sejam canalizados para o bem social, favorecendo áreas como segurança pública, educação e saúde.

Assinado pela desembargadora Cynthia Maria Pina Resende, presidente do TJ-BA, juntamente com desembargadores Roberto Maynard Frank e Pilar Célia Tobio de Claro, o documento determina que os recursos devem apoiar projetos de entidades previamente selecionadas através de editais públicos. A prioridade será dada a iniciativas voltadas à ressocialização de apenados, assistência a vítimas de crimes e programas de apoio a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade.

O normativo é rigoroso em sua abrangência. As entidades beneficiadas terão que estar vinculadas ao Programa Novos Caminhos e à Justiça Restaurativa, além de oferecer suporte a pessoas com transtornos mentais que estejam em conflito com a lei. Restrições importantes também foram implementadas: os valores não podem ser utilizados para custear instituições do Sistema de Justiça ou destinações político-partidárias, evitando assim qualquer conflito de interesse. Organizações com menos de um ano de funcionamento ou com vínculos diretos com membros do Judiciário ou do Ministério Público também ficam excluídas.

A movimentação dos recursos será estritamente controlada, com depósitos realizados apenas em contas judiciais e autorizados mediante decisão judicial. Para garantir a responsabilidade na utilização dos fundos, as entidades deverão apresentar uma prestação de contas detalhada, comprovando a aplicação correta dos valores. Transparência é um princípio fundamental, e os dados sobre arrecadação e destinação serão publicados mensalmente no Portal da Transparência do TJ-BA.

Em casos de calamidade pública, medidas excepcionais permitirão que os valores sejam redirecionados à Defesa Civil sem a necessidade de credenciamento prévio, desde que exista um decreto formal do Poder Executivo. Essa flexibilidade demonstra o compromisso do TJ-BA em responder prontamente às necessidades sociais em momentos críticos.

O novo regulamento representa uma mudança significativa na forma como os recursos de penas pecuniárias são geridos, buscando transformar essas obrigações em oportunidades de melhoria social. Como você vê essa iniciativa? Deixe seu comentário e compartilhe suas opiniões sobre o tema!

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