Alta dos juros exige cautela na hora de comprar carro

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Copom Eleva a Selic para 15% ao Ano: O Impacto no Financiamento de Veículos

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O Comitê de Política Monetária (Copom) acaba de aumentar a Taxa Selic para 15% ao ano, atingindo o maior nível desde 2006. Com essa sétima alta consecutiva, os custos do crédito se elevam, tornando o financiamento de veículos mais caro e dificultando o acesso ao crédito. Em um cenário como esse, comprar um carro por impulso pode não ser a melhor escolha, exigindo planejamento meticuloso e atenção redobrada.

Experts financeiros alertam que, para quem ganha a partir de quatro salários mínimos, a compra de um carro, seja novo ou seminovo, deve ser cuidadosamente planejada. Por outro lado, aqueles com renda inferior devem evitar comprometer seu orçamento. “O impacto no dia a dia pode ser profundo”, afirma Edval Landulfo, vice-presidente do Corecon-BA.

Ele destaca que os juros praticados no Brasil são alarmantes, e que a Selic é apenas uma referência — cada banco pode aplicar suas próprias taxas, levando em conta fatores como inadimplência e o famoso spread bancário, um dos mais altos do mundo. “Ao financiar, o custo pode ser duas ou três vezes o valor original do carro. Portanto, é essencial fazer as contas com atenção”, recomenda.

Landulfo sugere que, quando possível, o pagamento à vista é a melhor opção, garantindo não só desconto, mas também vantagens como isenção de taxas adicionais. “Dar o carro usado como entrada geralmente resulta em uma avaliação inferior, o que pode levar a perdas de até R$ 5 mil. Evitar perdas financeiras neste momento é crucial”, finaliza.

Se a intenção for adquirir um carro usado, é ainda mais vantajoso vendê-lo antes, usando o valor para negociar diretamente com a concessionária. Esse movimento proporciona uma melhor posição de negociação e, idealmente, evita o endividamento.

Para quem possui investimentos, a análise entre comprar à vista ou aplicar o capital é fundamental. Em alguns casos, o rendimento pode superar os custos do financiamento, permitindo a aquisição do veículo sem sacrificar todo o capital de uma só vez. Essas estratégias são vitais para uma boa gestão financeira.

Apesar da compra à vista ser a abordagem mais recomendada, a realidade é que muitos brasileiros simplesmente não dispõem do capital necessário. O consórcio se apresenta como uma alternativa, mas as taxas administrativas elevadas e o tempo de espera podem torná-lo uma opção menos atrativa diante de uma inflação crescente e dos altos preços dos veículos.

Outra alternativa tem sido o uso do cartão de crédito, que, embora com juros mais baixos que os financiamentos tradicionais, ainda é uma opção a ser considerada com cautela. A economista Laura Lavigne adverte que as parcelas não devem comprometer mais de 10% da renda mensal e que é preciso incluir na conta os custos com IPVA, seguro, manutenção e combustível, já que o carro, quando não utilizado para fins comerciais, se torna uma despesa significativa.

Camila Ataides, contadora, compartilha sua experiência ao financiar um Chevrolet Onix Plus 2020. Após uma entrada robusta, ela financiou R$ 35 mil com uma taxa de juros de cerca de 17% ao ano. De acordo com ela, as condições foram favoráveis e seu planejamento financeiro se manteve em equilíbrio. “A parcela está entre 10% e 12% da minha renda mensal, permitindo que eu mantenha minhas contas em dia”, explica.

Camila aconselha a futuros compradores a tomarem decisões conscientes: “Verifique se a parcela cabe no seu orçamento e, se for possível, faça uma entrada maior. Assim você poderá reduzir os juros adicionais e garantir melhores condições.” A escolha de uma concessionária confiável também é essencial para evitar surpresas desagradáveis.

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