Ana Claudia Quintana no Metrópoles Talks: “Medo da morte é não viver”

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

“O medo da morte significa que você não tem coragem de viver.” Com essa frase impactante, Ana Claudia Quintana Arantes, médica e escritora, cativou o público na segunda edição do Metrópoles Talks, realizada no Teatro Bravos, em São Paulo. Em sua palestra intitulada “A morte é um dia que vale a pena viver”, ela abordou a necessidade de discutir a finitude da vida antes que o fim chegue realmente.

Ana Claudia Quintana no Metropoles Talks SP palestra sobre morte 2

logo metropoles branca

Ana Claudia Quintana no Metropoles Talks SP palestra sobre morte 2

1 de 4

Ana Claudia Quintana foi a palestrante da segunda edição do Metrópoles Talks em São Paulo.

Rebeca Ligabue/Metrópoles

Ana Claudia Quintana no Metropoles Talks SP palestra sobre morte

2 de 4

Ela é médica, escritora e ativista da cultura do cuidado, com residência em geriatria e gerontologia e especialização em Cuidados Paliativos.

Rebeca Ligabue/Metrópoles

Ana Claudia Quintana no Metropoles Talks SP palestra sobre morte 4

3 de 4

A palestra “A morte é um dia que vale a pena viver” ocorreu no Teatro Bravos na noite do evento.

Rebeca Ligabue/Metrópoles

Ana Claudia Quintana no Metropoles Talks SP palestra sobre morte 3

4 de 4

Ana Claudia fala sobre a finitude da vida.

Rebeca Ligabue/Metrópoles

Ana Claudia, que se apresenta como ativista da cultura do cuidado, enfatiza que o tabu em torno da morte revela o despreparo da sociedade para lidar com seus limites. Desde a infância, somos condicionados a buscar sempre mais: seja no conhecimento, nas conquistas ou nas experiências.

Refletindo sobre essa efemeridade, ela afirmou: “O tempo é um deus que não atende a nenhuma oração.” Para a especialista, a verdadeira vitória é viver plenamente enquanto se tem a oportunidade. O conceito de sucesso, por muitas vezes, é uma ilusão imposta. Ana Claudia sugere que, ao invés de temer a morte, devemos respeitá-la. “Mude o medo para respeito. Aquilo que respeita, você quer conhecer para não ser pego de surpresa,” explicou, enfatizando a importância de conexões e pertencimento.

Para Ana Claudia, as pessoas que têm medo da morte são aquelas que, paradoxalmente, desejam encontrá-la rapidamente. “É preciso ter afeto, se conectar, encontrar seus pares,” sugeriu.

Ao descrever a morte como “o parto da alma”, Ana Claudia ressalta que ela marca o fim de uma história, enquanto a invalidez se traduz em não usar a vida para “mostrar o que é viver”. A palestrante também enfatizou que liberdade e esperança são essenciais. “A consequência de ser livre é saber que somos dependentes uns dos outros,” e complementou: “A esperança é subversiva, porque desafia a percepção básica que temos de tempo.”

Ana Claudia recomenda que o nosso tempo — tanto em disposição quanto em disponibilidade — seja direcionado para aquilo que se ama.

O Metrópoles Talks representa uma plataforma onde mentes brilhantes compartilham suas ideias e experiências. Grandes nomes já passaram por esse espaço, proporcionando reflexões que nos inspiram e instigam novas maneiras de enxergar a vida.

Agora, queremos saber a sua opinião! O que você pensa sobre o tema da finitude? Compartilhe suas ideias nos comentários!

“`

Facebook Comments

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Justiça Federal impõe prazo de 24 meses para titulação de territórios quilombolas no Recôncavo Baiano

Justiça fixa prazo de 24 meses para titulação de terras de cinco localidades quilombolas em Cachoeira Meta description: Justiça determina que a União e...

Pedro admite tentativa de beijo em Jordana antes de desistir do ‘BBB 26’

BBB 26: Pedro admite tentativa de beijo em Jordana antes de deixar o programa Em depoimento exibido ao vivo, Pedro admitiu que interpretou mal...

Apesar de rumores, Camilo Santana nega candidatura ao governo do Ceará

Ministro da Educação: Camilo Santana O ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou que deve deixar o comando do MEC...