Violência contra mulher cai na Bahia: medidas protetivas e denúncia são caminhos

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BAHIA

Salvador Lidera Casos de Violência Contra a Mulher no Estado, Aponta Levantamento

26/06/2025 – 5:00 h

Na Bahia, dados do Tribunal de Justiça mostram o crescimento significativo de medidas protetivas

Na Bahia, dados do Tribunal de Justiça mostram um crescimento significativo de medidas protetivas –

Em um panorama desafiador, a Bahia apresenta números que revelam um cenário de esperança. Este ano, foram registradas 10.018 violações contra mulheres no estado, segundo o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. Apesar da dura realidade, isso representa uma queda de 29% em relação ao mesmo período do ano anterior, uma conquista baseada em mais de mil denúncias realizadas até o dia 16 de junho de 2025.

Ana Clara Auto, coordenadora estatal da Casa da Mulher Brasileira, atribui essa diminuição ao esforço coletivo no enfrentamento da violência. “É o reconhecimento do trabalho integrado entre governo, secretarias e a comunidade”, afirma. Essa colaboração é fundamental, especialmente em momentos em que as campanhas de prevenção se estendem até as escolas, sinalizando que a mudança começa na educação.

A subnotificação dos casos ainda é um desafio significativo. Em Salvador, foram 4.061 violações relatadas, mas a coordenadora destaca que muitos incidentes permanecem nas sombras, dificultando a ação das autoridades. A violência não se limita às agressões físicas; compreender seu espectro amplo é essencial para identificar e combater casos de situações abusivas.

Denunciar é Fundamental

Wilmara Falcão, professora de Direito na Faculdade Unime Anhanguera, enfatiza que denunciar é vital não apenas para proteger as vítimas, mas também para beneficiar toda a sociedade. “A denúncia interrompe o ciclo de abuso e promove uma transformação social”, ressalta.

No coração dessa rede de proteção, a Casa da Mulher Brasileira se apresenta como um recurso essencial. Com a possibilidade de solicitar medidas protetivas de urgência, as mulheres podem, em muitos casos, encontrar segurança judicial rapidamente. Este ano, houve um aumento nas solicitações de medidas protetivas, revelando um avanço encorajador.

Além disso, a construção de novas casas da Mulher Brasileira em Irecê, Feira de Santana e Itabuna se destaca como resposta proativa à violência, visando atender cada vez mais mulheres que necessitam de apoio.

Canais de Denúncia

A luta contra a violência requer ferramentas eficientes: a Polícia Militar pode ser acionada pelo número 190 em casos de urgência, enquanto o 180 oferece assistência e acolhimento para denúncias que não precisam ser feitas pela própria vítima. Com 15 Delegacias Especiais de Atendimento à Mulher (DEAMs) e núcleos especializados, a Bahia se mobiliza para garantir proteção e apoio efetivo.

Violentômetro: Uma Ferramenta de Conscientização

Uma inovação que vem ganhando destaque é o Violentômetro, criado pelo Tribunal de Justiça da Bahia. Esta ferramenta educativa ilustra como ações aparentemente inofensivas podem se transformar em violência, alertando sobre a gradual escalada de abusos.

A juíza Ana Cláudia de Jesus Souza destaca a importância de reconhecer que a violência é multifacetada. Comentários ofensivos, controle emocional e humilhações também ferem a integridade das mulheres. “Compreender essa abrangência é crucial para identificar e enfrentar casos de abuso”, pontua.

Um convívio seguro e saudável é uma prioridade. Com um expressivo aumento nos pedidos de medidas protetivas, o judiciário tem agido rapidamente para analisar e conceder essas solicitações dentro de até 48 horas. Segundo a psicóloga clínica Natália Pires, o entendimento dos fatores que tornam as mulheres vulneráveis é essencial para proporcionar apoio efetivo.

O Violentômetro, disponível em diversas Varas Especializadas, serve como um recurso valioso para ajudar mulheres a reconhecerem os sinais de risco. Seu papel na conscientização e na orientação reflete um passo significativo rumo à transformação social.

Essa luta é sua também. Compartilhe essas informações, comente suas experiências ou interaja com aqueles que podem precisar. Juntos, podemos construir um ambiente mais seguro e respeitoso para todas as mulheres.

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