Deputado americano cobra urgência em medidas contra Alexandre de Moraes

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O cenário político brasileiro tem gerado eco além de suas fronteiras, chegando até o Congresso dos Estados Unidos. O deputado Christopher H. Smith, presidente da Comissão de Direitos Humanos, tomou uma postura firme ao dirigir uma carta ao Secretário de Estado, Marco Rubio, solicitando medidas urgentes contra o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. O documento, datado de 25 de julho de 2025, evidencia uma preocupação crescente com as práticas do ministro.

Smith, o deputado com maior tempo de serviço na Câmara, não se conteve ao afirmar que “os fatos diante de nós estão além de disputa”. Ele apelou ao governo dos EUA para que agisse rapidamente, destacando a necessidade de identificar outras autoridades brasileiras envolvidas na repressão a brasileiros nos Estados Unidos.

A motivação de sua solicituação surgiu após o depoimento impactante do jornalista Paulo Figueiredo na Comissão Tom Lantos. Figueiredo fez sérias acusações contra Moraes, descrevendo-o como um “ditador fantasiado de juiz” e alegando que suas ações têm repercussões em cidadãos americanos e brasileiros no exterior. O depoimento, que continha 18 páginas, foi anexo à carta enviada a Rubio.

No passado, Smith já havia tentado contato com Moraes, enviando uma carta em junho de 2024 a respeito de violações de direitos humanos, mas não obteve resposta. Em sua nova comunicação, ele listou razões para as sanções, incluindo o uso da Interpol para perseguir dissidentes e a tentativa de restringir a liberdade de expressão nos Estados Unidos.

Smith também alertou para um cenário alarmante, onde o Brasil, que já foi visto como um parceiro democrático, está à beira de uma ruptura institucional. Ele enfatizou que os EUA não podem se dar ao luxo de agir apenas após o fato consumado quando já existem sinais alarmantes em jogo.

Além da carta a Rubio, Smith enviou uma correspondência semelhante ao Diretor de Política Doméstica da Casa Branca, Vince Haley. Ambas já foram recebidas e, segundo informações, tanto o presidente Donald Trump quanto Marco Rubio estão inclinados a apoiar as sanções. No entanto, o tempo e outras crises internacionais podem ser pontos de tensão na execução dessas medidas.

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