Publicitário agredido por policiais na frente do filho: “Tive medo”

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Na tarde de um dia aparentemente tranquilo, um passeio de pai e filho se transformou em um pesadelo para Diego Torres Machado de Campos, um videomaker de 42 anos. Atravessando as ruas da Asa Norte, ele e seu filho de apenas 5 anos, Tito, dirigiam-se ao Parque da Cidade, quando um incidente de trânsito tomou proporções inesperadas e alarmantes.

Diego estava na faixa da esquerda quando um veículo preto o ultrapassou de maneira repentina, fechando-o sem sinalizar. Para evitar uma colisão, ele buzinou, mas mesmo assim, os carros colidiram levemente. Aquele momento deixou Diego em estado de alerta; ele notou que o carro não era uma viatura convencional, mas mesmo assim, decidiu acelerar para se afastar. O que ele não esperava era a perseguição que se seguiria.

Com o coração acelerado, Diego buscou refúgio, dirigindo-se a uma área comercial, mas logo foi interceptado por policiais exaltados. A abordagem não foi pacífica; ele se viu sob a força de um agente, que o imobilizou no chão enquanto Diego implorava para que cuidassem de Tito, que estava sozinho no carro, testemunhando a cena aterradora.

Enquanto Diego era agredido, o pequeno Tito ficou abandonado, chorando dentro do veículo. Uma mulher comovida se aproximou e ajudou a retirar a criança do carro, garantindo que ele estivesse em segurança enquanto seu pai enfrentava a brutalidade policial.

Mais tarde, Diego foi levado à Delegacia da Criança e do Adolescente, posteriormente transferido para a 5ª Delegacia de Polícia. Além de ser fichado por acidente de trânsito, ele passou por exame de corpo de delito, revelando hematomas e escoriações visíveis. “Foi um total abuso por parte dos agentes. Eu não agi com resistência; apenas queria proteger meu filho”, desabafa.

Imagens da abordagem, capturadas por testemunhas, mostram Diego rendido, sem oferecer resistência, enquanto os policiais reagiam com violência. O incidente ocorreu depois que ele colidiu levemente com uma viatura descaracterizada. O que deveria ser uma simples abordagem se transformou em uma cena de brutalidade, com relatos de testemunhas descrito como aterrorizante, especialmente para a criança.

Sofia Veríssimo, que presenciou a cena, classificou a ação policial como excessiva e desnecessária. A mãe de Tito, Gabriella Furquim, recebeu um telefonema angustiante informando que seu filho estava assustado e sozinho. Ao chegar no local, encontrou um cenário caótico, com Diego sendo levado e a criança chorando. “Ele não sabia nem dizer o próprio nome de tão em choque que estava”, relatou.

Esse triste episódio emergência destaca a fragilidade das interações entre cidadãos e as forças de segurança. É vital refletir sobre a realidade de muitos que, como Diego e Tito, enfrentam situações inesperadas e aterrorizantes nas mãos da autoridade. Você já passou por uma situação semelhante ou tem uma opinião sobre a brutalidade policial? Compartilhe sua experiência nos comentários.

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