MST ocupa Codevasf em Juazeiro e protesta contra Ministério do Desenvolvimento Agrário por descumprir acordo

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Em um ato poderoso durante a “Semana Camponesa”, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) mobilizou 250 famílias para ocupar a sede da Codevasf em Juazeiro, na Bahia. Paralelamente, outras 200 famílias realizaram uma ocupação no Incra, na região do Médio São Francisco. O lema vigoroso “Para o Brasil alimentar, Reforma Agrária Popular!” pauta essas ações programadas em todo o país, com o intuito de pressionar o governo federal por mudanças significativas na reforma agrária.

Os representantes do MST cobram uma série de medidas do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), incluindo a atualização dos índices de produtividade, o assentamento das famílias acampadas e a revitalização do orçamento destinado a programas de apoio à agricultura familiar. Além disso, exigem a revogação de leis que facilitam a mineração e a grilagem em áreas críticas para a reforma agrária.

Valmir Assunção, deputado baiano, destacou em suas redes sociais que as ações dessa semana são um esforço para chamar a atenção do governo Lula para a urgente necessidade de políticas de reforma agrária e para impedir que o Congresso avance em propostas que prejudicam as comunidades rurais. Um manifesto do MST expressa indignação contra retrocessos que ameaçam os direitos dos trabalhadores rurais.

As ocupações visam também denunciar o descumprimento de um acordo firmado em 2008 entre o MDA e a Codevasf, que previa o assentamento de mil famílias no perímetro irrigado Nilo Coelho. José Mota, da direção estadual do MST, ressaltou que, apesar das promessas, pouco progresso foi feito e muitas famílias permanecem desamparadas. O Governo da Bahia interviu, oferecendo abrigo temporário, mas a ineficiência do MDA e do Incra é preocupante.

Além disso, em Itabela, 350 membros do MST ocuparam as instalações da Ceplac, reivindicando ações que até hoje não foram realizadas em negociações iniciadas em 2011, que envolvem multinacionais na área da papeleira e a Superintendência do Patrimônio da União.

A luta do MST nos lembra da resistência e da necessidade de diálogo e compromisso tangíveis em prol da justiça social. O que você acha que deve ser feito para avançar nas questões de reforma agrária no Brasil? Compartilhe sua opinião nos comentários!

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