Partido questiona no STF regra da Lei Anticorrupção sobre sanções a empresas

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O Partido Verde (PV) decidiu levar ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma questão crucial sobre a Lei Anticorrupção, contestando a possibilidade de punições duplicadas a empresas acusadas de práticas que ferem o interesse público. A Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7846, distribuída ao ministro Luiz Fux, coloca em evidência a necessidade de uma revisão neste contexto legal.

No cerne da ação, o PV argumenta que o artigo 29 da Lei 12.846/2013 permite que diferentes órgãos governamentais, como a Controladoria-Geral da União (CGU) e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), imponham sanções distintas à mesma empresa pelos mesmos atos. Para o partido, essa prática infringe a Constituição ao promover a sobreposição de penalidades.

O PV defende que a falta de um processo coordenado entre os órgãos competentes resulta em uma falha do sistema jurídico, violando o princípio que proíbe sanções múltiplas para o mesmo ato. Esse descompasso nas ações institucionais toca na estrutura do estado e levanta preocupações sobre a eficácia da justiça.

Ao STF, o partido solicita uma interpretação da lei que assegure que, caso um órgão já tenha punido um comportamento, os demais não possam aplicar sanções adicionais. Como medida cautelar, requer a suspensão imediata de processos administrativos já em andamento no Cade, até que a questão seja devidamente avaliada pelo STF.

O que você pensa sobre esse questionamento do Partido Verde? Deixe sua opinião nos comentários e participe dessa discussão que pode influenciar o futuro da legislação anticorrupção no Brasil!

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