Marcos do Val nega que descumpriu decisão de Moraes ao ir para os EUA

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Em uma reviravolta na política brasileira, a defesa do senador Marcos do Val (Podemos-ES) se pronunciou, negando que ele tenha quebrado a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, ao viajar para os Estados Unidos. Os advogados do parlamentar esclareceram por meio de nota que o senador agiu dentro dos limites legais, afirmando que “não descumpriu qualquer ordem judicial” ao deixar o Brasil.

Os representantes legais de do Val argumentaram que, em nenhum dos trechos da decisão de Moraes, há uma proibição explícita de saída do território nacional. De acordo com a interpretação da defesa, a decisão inclui medidas cautelares que se restringem a:

  • Bloqueio das redes sociais do senador.
  • Proibição do uso dessas redes, incluindo por terceiros.
  • Retirada imediata de todos os passaportes, incluindo o diplomático.

A defesa enfatiza que a ordem referente ao passaporte é de natureza administrativa e não implica proibição de viagem. Eles destacam que o senador não recebeu notificações sobre restrições à sua liberdade de locomoção, o que, segundo eles, torna infundadas quaisquer alegações de desobediência judicial.

Entretanto, a perspectiva do STF é diferente. O tribunal considera que do Val violou ordens judiciais. Ele havia solicitado permissão para viajar aos EUA, pedido que foi negado por Moraes. Consequentemente, após a viagem, o ministro determinou o bloqueio de contas bancárias e do Pix do senador.

A viagem aconteceu em meio a uma investigação delicada; do Val é suspeito de obstrução de Justiça por ter divulgado informações sobre o delegado da Polícia Federal, Fábio Schor, responsável pelas investigações envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro. Num clima polêmico, a situação se complica ainda mais, com reportagens destacando que o senador se vantajava de documentos de informante fornecidos pelo governo dos Estados Unidos.

Em meio a essa controvérsia, quais são suas opiniões sobre essa situação? O que você acha das alegações e defesas apresentadas? Deixe seu comentário abaixo!

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