Portugal decreta alerta de incêndios em meio à onda de calor extremo

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Neste sábado (2/8), o governo de Portugal emitiu um alerta preventivo devido ao risco elevado de incêndios florestais, resultado da onda de calor que assola a maior parte do território continental. Apesar de Lisboa e Porto apresentarem um risco moderado, a situação é alarmante em outras regiões. A medida, anunciada pela ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, entra em vigor neste domingo (3/8) e se estenderá até quinta-feira (7/8).

A ministra enfatizou as altas temperaturas e a baixa umidade que devem prevalecer nos próximos dias, alertando que “a próxima semana será difícil”. No início deste ano, Portugal já perdeu mais de 25 mil hectares para incêndios, com centenas de bombeiros empenhados em combater as chamas em diversas localidades.

Este estado de alerta permite a adoção de medidas extraordinárias para proteger florestas e áreas rurais, incluindo a proibição de acesso e circulação em espaços florestais, além da suspensão de queimadas e a proibição de fogos de artifício e outros artefatos pirotécnicos. As exceções serão estritamente regulamentadas, conforme destacou a ministra.

A mobilização de todos os dispositivos de combate a incêndios foi garantida, com o reforço da vigilância e fiscalização pela Guarda Nacional Republicana, Polícia de Segurança Pública e Forças Armadas. A ministra pediu confiança nos bombeiros e nas autoridades, que estão realizando um trabalho extraordinário para mitigar os riscos.

O presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, apoiou firmemente a decisão do governo, ressaltando que “mais vale prevenir do que remediar” em um período considerado “muito difícil”. Com a declaração do estado de alerta, as autoridades obtêm poderes ampliados para proibir atividades de risco, reforçando a mensagem de que “ninguém pode alegar desconhecimento”.

Hoje, a previsão é que as temperaturas na capital portuguesa atinjam até 35°. A maioria dos distritos nas regiões do Norte, Centro e Algarve estão em alerta máximo, enquanto algumas áreas litorâneas, como Lisboa, Setúbal, Porto e Aveiro, enfrentam um risco moderado.

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