China prende pastor sob acusações de “operações comerciais ilegais”

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Na China, o pastor protestante Huang Yizi foi preso sob a acusação de “operações comerciais ilegais”, apenas semanas após uma repressão intensa a atividades cristãs não registradas, promovida pelo Partido Comunista Chinês. A detenção ocorreu em 26 de junho, quando Huang e outros quatro membros de sua igreja foram levados pelas autoridades de Segurança Pública em Pingyang. Desde então, dois dos detidos foram libertados, mas Huang e outros três permanecem atrás das grades.

As circunstâncias em torno das detenções levantam preocupações. O grupo Christian Solidarity Worldwide, da Grã-Bretanha, relatou que a prisão formal de Huang foi anunciada mais de um mês após sua detenção inicial. Em conformidade com a Lei de Processo Penal da China, as autoridades deveriam ter apresentado uma solicitação de prisão formal dentro de 30 dias, mas a legibilidade do processo foi questionada por seu representante. Este soube que a aprovação da prisão de Huang havia sido publicada no site da Suprema Procuradoria no mesmo dia em que a revisão do caso foi realizada.

Huang Yizi não é novo nesse cenário. Ele já havia sido preso em 2014 por protestar contra a demolição de cruzes em igrejas em Wenzhou, resultado que o manteve encarcerado por um ano. Sua trajetória marca uma luta contínua frente a um sistema que frequentemente usa acusações vagas para silenciar vozes religiosas. O Grupo de Advogados de Direitos Humanos da China criticou essas ações, afirmando que a gravação e distribuição de sermões constituem expressões legítimas de crença religiosa.

Em um contexto ainda mais alarmante, outros nove cristãos na Mongólia Interior receberam penas que variaram de um a quase cinco anos por revender Bíblias legalmente publicadas, enfrentando multas elevadas. Essas sentenças ecoam as que enfrentou Huang.

Recentemente, o Partido Comunista Chinês implementou novas regras que restringem a atuação de missionários estrangeiros. As normas proíbem a criação de organizações religiosas ou a pregação sem autorização prévia, exigindo que mensagens sejam sujeitas à aprovação estatal. Esse cenário revela um ambiente cada vez mais hostil para a prática religiosa na China, onde a fé se choca com as imposições do regime.

O que você pensa sobre a liberdade religiosa na China? Compartilhe suas opiniões nos comentários e vamos juntos discutir essa importante questão.

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