Polícia Científica da Bahia: governo prepara autonomia para agilizar investigações

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O Governo da Bahia está revolucionando a segurança pública ao avançar na criação da Polícia Científica da Bahia. Atualmente em trâmite na Secretaria de Segurança Pública, a proposta visa conceder autonomia administrativa, financeira e técnica ao Departamento de Polícia Técnica (DPT). Com essa mudança, a intenção é desvincular os peritos da Polícia Civil, garantindo maior agilidade e eficiência nas investigações de crimes em todo o estado.

Osvaldo Silva, diretor do DPT, explica que a nova corporação funcionará como um órgão autônomo com seu próprio CNPJ. Isso facilitará processos como concursos e contratações, permitindo a criação de uma academia própria para formação dos profissionais. “Nosso objetivo é nos tornarmos um órgão em regime especial de investigação, semelhante à Polícia Civil e à Polícia Militar”, detalha Osvaldo.

Após análise na SSP, a minuta do projeto será enviada à Procuradoria-Geral do Estado e à Casa Civil, antes de seguir para votação na Assembleia Legislativa da Bahia. Apesar dos trâmites burocráticos, Osvaldo acredita que a execução do projeto não será demorada, uma vez que o governador está empenhado em ouvir as recomendações necessárias.

A proposta se alinha a uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que tramita no Senado, buscando incluir as polícias científicas entre os órgãos de segurança pública. Se aprovada, essa emenda também permitirá que estados e municípios ofereçam suporte financeiro e logístico, reforçando a importância desse segmento.

Sob a liderança de Osvaldo, o DPT já planeja alterações significativas na infraestrutura, incluindo a construção de um novo Instituto Médico Legal e laboratórios especializados. Essas mudanças são vistas como um investimento crucial na segurança pública ao longo dos últimos 20 anos.

Além disso, a estratégia de descentralização visa agilizar investigações, permitindo que a maioria dos exames periciais sejam realizados no interior, evitando congestionamentos em Salvador. “Queremos que 90% dos serviços sejam realizados em suas regiões, aumentando a eficiência do processo investigativo”, afirma Osvaldo.

Por fim, em meio à recente polêmica sobre o Serviço Integrado de Atendimento a Locais de Crime (SIALC), Osvaldo garante que a independência das investigações será mantida. Este novo serviço, que une as equipes de investigação e perícia, prometa aprimorar a comunicação e a eficiência nas elucidações de crimes.

A transformação na Polícia Científica da Bahia é uma janela de esperança para uma segurança mais ágil e eficaz. O que você acha dessa iniciativa? Compartilhe suas opiniões nos comentários!

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