Cristina Kirchner, ex-presidente da Argentina, pede suspensão da apreensão de bens ordenada pela Justiça

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Cristina Kirchner, ex-presidente da Argentina, fez um apelo à Justiça para interromper a execução do confisco de bens, uma medida resultante de sua condenação por irregularidades em licitações de obras rodoviárias. Em dois documentos apresentados, ela defendeu que seu patrimônio é legítimo e que os valores exigidos são questionáveis. “Não possuo bens que possam ser relacionados a este caso ou que tenham resultado de atos ilícitos”, declarou Kirchner.

Kirchner e outros oito co-réus foram condenados pelo Tribunal Oral Federal (TOF) Nº 2 a pagarem 685 bilhões de pesos, aproximadamente R$ 2,8 bilhões, até esta quarta-feira. A não quitação desse valor pode resultar no confisco de seus bens. A defesa alega que o valor estipulado era inicialmente provisório, pois deveria ser revisado tecnicamente antes de uma decisão final, o que não ocorreu. O advogado de Kirchner, Carlos Berardi, pediu a suspensão da execução até que um novo julgamento sobre o valor seja realizado.

Na sentença, o TOF 2, utilizando peritos contábeis, classificou as ações de Kirchner e sua administração como um grave ato de corrupção que causou danos ao erário público. Desde 17 de junho, a ex-presidente está sob prisão domiciliar, após a confirmação pela Suprema Corte da condenação a seis anos de inabilitação perpétua para assumir cargos públicos.

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