Dono da Ultrafarma confessou crime e fez acordo de R$ 32 mi dias antes de ser preso

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

O empresário Sidney Oliveira, fundador da Ultrafarma, confessou sua participação em uma organização criminosa voltada à fraude fiscal, firmando um acordo de não persecução penal com o Ministério Público de São Paulo (MPSP) por R$ 31,9 milhões. Essa formalização ocorreu duas semanas antes de sua prisão, relacionada ao suposto pagamento de propina a um auditor fiscal da Receita Estadual, em troca de vantagens em créditos tributários.

O acordo, homologado pela Justiça paulista em 29 de julho, está inserido nas investigações da Operação Monte Cristo, iniciada em 2020. A ação revelou um esquema de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro em empresas do setor farmacêutico. Oliveira se tornou alvo de um inquérito em 2023 e, em maio, já havia declarado sua intenção de pagar multas pelo não cumprimento de obrigações fiscais.

acordo sidney ultrafarma mpsp

Um estudo recente revelou que, uma semana antes de sua prisão em 5 de agosto, o MPSP notificou a Justiça sobre o início da execução do acordo. Embora tenha admitido a culpa, a defesa de Oliveira alegou que sua assinatura visava encerrar as investigações.

Conforme o pacto, ele se comprometeu a não se beneficiar de fraudes fiscais e a prestar, em dinheiro ou produtos farmacêuticos, uma ajuda equivalente a 50 salários mínimos para entidades de interesse social.

A prisão de Sidney, que ocorreu em paralelo à Operação Ícaro do MPSP, destaca a gravidade das fraudes, envolvendo outras figuras proeminentes, como Mário Otávio Gomes, da Fast Shop, e o auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto, que teria recebido propinas estimadas em R$ 1 bilhão.

Investigadores afirmam que Artur utilizava uma empresa registrada em nome de sua mãe para ocultar os pagamentos. A operação trazendo à tona os desdobramentos dessa corrupção pode ameaçar o acordo previamente estabelecido com o MPSP, pois os promotores do Gaeco não estavam a par das apurações do Gedec.

Fernando Capez, advogado vinculado ao caso, negou ter sido contratado para defender Oliveira, afirmando que apenas recebeu honorários de uma empresa de assessoria jurídica da Ultrafarma.


Entenda o Caso:

  • Sidney Oliveira e Mário Otávio Gomes foram presos por suposto envolvimento em um esquema de propinas ao auditor fiscal para obter vantagens nos créditos tributários de ICMS.
  • O auditor é acusado de arrecadar R$ 1 bilhão em propinas, manipulado processos para beneficiar as empresas.
  • As prisões ocorreram em Santa Isabel e na zona norte de São Paulo, resultando em uma investigação que está em constante evolução.

A Secretaria da Fazenda de São Paulo confirmou a abertura de procedimentos administrativos para investigar a conduta do servidor, reafirmando seu compromisso com a ética e a justiça fiscal.

A Fast Shop se afirmou colaborativa, embora ainda não tenha recebido acesso ao conteúdo da investigação. Sidney Oliveira e a Ultrafarma não se pronunciaram até o momento, mas o espaço permanece aberto para novas manifestações.

“`

Facebook Comments

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Jovem de 20 anos está internada em estado grave após levar 15 facadas

Uma jovem de 20 anos, Alana Anísio Rosa, está internada em estado grave em uma unidade de terapia intensiva (UTI) após levar mais...

Conflito judicial entre Jojo Todynho e Amanda Fróes terá a audiência de conciliação

Uma audiência de conciliação foi marcada pela Justiça no 1º Juizado Especial Cível da Barra da Tijuca para mediar o conflito público entre...

Veja momento em que piloto da Latam é preso por abuso de crianças. Vídeo

Um piloto da Latam, Sergio Antonio Lopes, de 60 anos, foi preso na manhã desta segunda-feira (9/2) ainda dentro de uma aeronave no...