Tráfico de pessoas, exploração de crianças e mais: Saiba por quais crimes Hytalo Santos é investigado

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Hytalo Santos, um influenciador digital em ascensão, agora enfrenta sérias acusações que vão além da exploração sexual de menores em suas redes sociais. Na manhã desta sexta-feira, as autoridades prenderam Hytalo, de 28 anos, e seu parceiro, Israel Nata Vicente, conhecido como Euro, em uma residência em Carapicuíba, na Grande São Paulo.

As investigações revelam que Hytalo é investigado também por tráfico de pessoas e trabalho infantil artístico irregular. Ele está no foco de denúncias que indicam não apenas a exploração de trabalho infantil, mas também o risco de aliciamento, por causa da injustificável exposição digital de jovens em seus conteúdos. Outra linha de investigação aponta para um possível esquema de troca de benefícios a familiares em troca da emancipação de adolescentes que participavam dos vídeos.

A prisão foi decretada pelo juiz Antônio Rudimacy Firmino de Sousa, da 2ª Vara da Comarca de Bayeux, na Paraíba, com a intenção de evitar a destruição de provas. O juiz considerou que a gravidade das ações justifica a prisão preventiva, evidenciando a carência de medidas alternativas que pudessem garantir a integridade da investigação.

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A investigação começou no final de 2024, após preocupações levantadas por vizinhos sobre a movimentação excessiva no imóvel de Hytalo. Recentemente, a influenciadora Izabelly Vidal também trazia denúncias contra ele, focando nos conteúdos com adolescentes, mas o caso ganhou intensidade após a exposição do youtuber Felca sobre a adultização de crianças e adolescentes.

Como consequência dessas alegações, Hytalo perdeu acesso a suas contas nas redes sociais, e seu conteúdo foi desmonetizado. Ele também está proibido de se comunicar com as crianças mencionadas nas denúncias.

O Ministério Público da Paraíba (MP-PB), o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Polícia Civil atuam em conjunto para suspender a Fartura Premiações, uma empresa associada a Hytalo, que supostamente usava crianças e adolescentes para promover rifas e sorteios de prêmios milionários. Ex-funcionários do influenciador também apresentaram processos contra ele, afirmando ter sofrido com dívidas trabalhistas e jornadas excessivas, sem o devido reconhecimento de vínculo empregatício.

Esse caso complexo e perturbador nos leva a refletir sobre a proteção de crianças e adolescentes em ambientes digitais. Quais são suas opiniões sobre a responsabilidade dos influenciadores em relação às suas audiências mais jovens? Compartilhe suas ideias nos comentários!

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