“Mataram meu Lau”: viúva fala sobre morte de gari 1 semana após crime

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Uma semana após perder o marido, a auxiliar de saúde bucal Liliane França da Silva compartilhou sua dor pela tragédia que vitimou Laudemir de Souza Fernandes, um gari de 44 anos. Ele foi assassinado durante o trabalho no bairro Bela Vista, na Grande BH, por um empresário que, após um desentendimento no trânsito, disparou contra ele.

Em seu relato, Liliane expressou como Laudemir, carinhosamente chamado de “Lau”, sempre retornava para casa feliz ao final do dia. Com lágrimas nos olhos, ela afirmou: “E aí, eu recebo o Lau em um caixão. Mataram o meu Lau.” O casamento deles era marcado pela parceria e amor, e Laudemir dedicou sete anos de sua vida ao serviço essencial de coleta de lixo em Belo Horizonte.

No dia do crime, testemunhas relataram que Lau e seus colegas estavam ocupados com a coleta quando o empresário Renê da Silva Nogueira Júnior passou de carro e exigiu que o caminhão fosse retirado da via. Após uma rápida discussão, Renê desceu do veículo e disparou, atingindo Laudemir, que foi socorrido, mas não sobreviveu aos ferimentos.

As autoridades agiram rapidamente, prendendo Renê horas depois em uma academia no bairro Estoril. Durante a audiência de custódia, o juiz Leonardo Damasceno destacou a gravidade do ato, criticando a frieza do empresário após cometer o crime. Renê, que negou a acusação e alegou confusão por parte das testemunhas, permanece sob custódia enquanto as investigações avançam.

O Ministério Público de Minas Gerais especificou que Renê continuará preso até o término das investigações. A busca por justiça é um clamor da comunidade em luto, e a história de Laudemir reverbera a importância do respeito e da dignidade no trato com todos os trabalhadores. O que você pensa sobre esse caso? Compartilhe seus sentimentos nos comentários.

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