Colômbia reforça operações militares após ataques que deixaram 18 mortos

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A Colômbia ampliou suas operações militares em resposta a uma série de ataques violentos ocorridos na quinta-feira, que resultaram em pelo menos 18 mortes e mais de 100 feridos. Os incidentes foram marcados pela derrubada de um helicóptero e confrontos armados em Antioquia, onde guerrilheiros utilizaram fuzis e um drone carregado com explosivos, causando a morte de 12 militares.

Na mesma tarde, um caminhão com explosivos foi detonado em frente a uma base aérea em Cali, a terceira maior cidade do país. Esse ataque resultou na morte de seis civis e ferimentos em mais de 60 pessoas, de acordo com a Defensoria do Povo. As autoridades apontaram a responsabilidade por esses atos a dissidências das Farc, que não aceitaram o acordo de paz firmado em 2016.

O presidente Gustavo Petro, em coletiva após uma reunião com ministros e líderes militares, destacou que o ataque em Cali foi uma “reação” dos rebeldes a operações direcionadas a áreas de cultivo de coca. Ele descreveu o ataque como um ato de terror, alertando para a presença de grupos armados no país.

As operações na região de Antioquia foram intensificadas, com o Exército mobilizando tropas e implementando artilharia e operações aéreas, segundo o general Hugo López. Além disso, o prefeito de Cali, Alejandro Eder, decretou a “militarização” da cidade e reforçou a segurança nos acessos principais. A explosão em Cali foi atribuída a guerrilheiros liderados por ‘Iván Mordisco’.

Imagens das redes sociais retrataram um cenário de caos em Cali, com veículos em chamas e pessoas feridas. O Ministério Público anunciou a detenção de dois suspeitos de envolvimento na ativação dos explosivos.

A violência no país tem aumentado, especialmente com as eleições presidenciais se aproximando. No dia 11 de agosto, o candidato da direita, Miguel Uribe, foi assassinado em um atentado em Bogotá. Embora o acordo de paz de 2016 tenha iniciado um período de relativa tranquilidade, especialistas afirmam que a falta de presença do Estado favoreceu o surgimento de novos grupos armados.

Desde que assumiu em 2022, Petro busca dialogar com diversas facções armadas, mas a maioria das negociações se encontra estagnada. Apenas os diálogos com o Clã do Golfo estão em andamento, junto a conversas com uma dissidência da guerrilha ELN.

Esse cenário demanda discussão e atenção. O que você pensa sobre a atual situação na Colômbia? Deixe seu comentário.

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