Governo do estado explica envio de PL que cria políticas de medidas alternativas à prisão: “Punição mais justa”

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

O governo do estado anunciou um Projeto de Lei que visa implementar uma política estadual de alternativas à prisão. Essa iniciativa tem como objetivo reforçar o cumprimento de medidas já previstas na legislação brasileira, buscando estabelecer penas mais justas para crimes de menor gravidade.

O projeto é parte do programa Bahia Pela Paz e conta com a colaboração da Assembleia Legislativa da Bahia, da presidente do Tribunal de Justiça, desembargadora Cynthia Resende, e do procurador-geral do Ministério Público, Pedro Maia. Essa parceria foi firmada durante a 11ª reunião do Comitê de Governança do programa.

Segundo José Castro, secretário de Administração Penitenciária, a proposta visa evitar que indivíduos que cometem delitos menores sejam enviados para a prisão. “Nosso objetivo é tornar a punição mais justa e proporcional”, afirmou.

A nova legislação também busca reduzir a superlotação dos presídios e a reincidência criminal. Entre as alternativas à prisão estão: restrição de direitos, prestação de serviços à comunidade, medidas cautelares, uso de tornozeleira eletrônica e acompanhamento psicológico.

Felipe Freitas, secretário da Justiça e Direitos Humanos, destacou que as penas alternativas ajudam a evitar que pessoas que cometeram crimes não violentos sejam expostas a criminosos reincidentes no sistema prisional. “Queremos garantir que respondam por seus atos, mas fora do ambiente prisional, aliviando a superlotação”, adicionou.

A futura lei contará com a participação do Poder Judiciário, Ministério Público e Defensoria Pública, além de uma nova superintendência responsável por fiscalizar o cumprimento das alternativas penais, inspirada em modelos do Ministério da Justiça.

Edmundo Reis, promotor de Justiça e coordenador do Grupo de Atuação Especial em Segurança Pública, ressaltou que a nova lei representa uma modernização do sistema de penas alternativas, estabelecendo um marco legislativo para a melhoria nas fiscalizações e práticas penais na Bahia.

A proposta inclui mecanismos como:

  • Medidas cautelares diversas da prisão
  • Transação penal
  • Suspensão condicional do processo ou da pena
  • Penas restritivas de direitos
  • Acordo de não persecução penal
  • Medidas protetivas de urgência em casos de violência doméstica
  • Práticas de justiça restaurativa

Para gerenciar as ações, o projeto prevê a criação da Superintendência de Alternativas Penais, ligada à Seap. Este novo órgão será encarregado de planejar, dirigir e monitorar a implementação das alternativas, focando na responsabilização penal por métodos restaurativos.

Dentro da superintendência, a Central Integrada de Alternativas Penais funcionará com equipes multidisciplinares que acompanharão os beneficiários antes e depois das audiências de custódia.

E você, o que acha das propostas de medidas alternativas à prisão? Sua opinião é importante, compartilhe conosco nos comentários!

Facebook Comments

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Quem é “PV”, policial civil morto durante tentativa de assalto no Rio

Comissário Paulo Vítor Silva Heitor, 40 anos, conhecido entre colegas como PV, da Polícia Civil do Rio (PCERJ), lotado na Delegacia de Roubos...

PM persegue e troca tiros com suspeitos após tentativa de homicídio em povoado de Ibirapuã

Ibirapuã registrou uma tentativa de homicídio, seguida de perseguição e tiroteio entre ocupantes de um veículo e a Polícia Militar, no povoado de...

PM desaparecido: corpo encontrado vestia uniforme da Polícia Militar

O corpo encontrado em um sítio em Embu-Guaçu, na região metropolitana de São Paulo, vestia um uniforme de educação física da Polícia Militar (PM)....