“Estou me reerguendo”, diz mulher vítima de 61 socos do ex-namorado

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A estudante Juliana Garcia, de 35 anos, compartilhou que está “se reerguendo” após ser brutalmente agredida com 61 socos pelo ex-namorado, Igor Eduardo Pereira Cabral, que agora está preso e é réu por tentativa de feminicídio. Na última segunda-feira, Juliana foi homenageada com a Comenda Maria da Penha na Câmara Municipal de Natal, no Rio Grande do Norte, um reconhecimento por sua força e resiliência.

“Eu me sinto honrada e muito feliz em representar um caso de resistência, uma pessoa que conseguiu se levantar mesmo diante de tanta agressão. Estou me reerguendo”, declarou durante a cerimônia.

Juliana foi reconhecida pouco menos de dois meses após sofrer graves lesões no rosto e na mandíbula. Durante o evento, ela agradeceu a todos que a apoiaram na recuperação e enfatizou a relevância da solidariedade para as moradoras que enfrentam violência doméstica.

“Gostaria muito que todas as mulheres tivessem acesso a esse acolhimento, que é essencial. Se eu consegui me levantar, outras mulheres também são capazes”, disse.

A estudante também fez um apelo à sociedade para que acolha, sem julgamentos, mulheres que denunciam abusos. “Tão importante quanto a denúncia é o acolhimento. Muitas permanecem no ciclo de violência porque não têm a quem recorrer”, ressaltou.

Recuperação

Em seu discurso emocionado, Juliana revelou que ainda sofre com sequelas das agressões. “Meu rosto do lado direito ainda não pisca bem e não tenho movimentos coordenados, mas com a fisioterapia, acredito que vai melhorar”, compartilhou.

Ela destacou que recebe acompanhamento médico semanal e se sente bem atendida pela equipe de saúde. Embora não tenha uma previsão para retomar sua rotina, planeja voltar aos estudos, trabalhar e já recebeu convites para participar de palestras em outras cidades.

“Acredito que Deus me usou como instrumento para dar voz a outras mulheres, e vou usar essa visibilidade para ajudar quem está passando por situações semelhantes”, reforçou.

Relembre o caso

O ataque ocorreu no dia 26 de julho, em um elevador de um condomínio em Ponta Negra, Zona Sul de Natal. A briga teve início na área de lazer, quando Igor, então namorado de Juliana, arremessou o celular dela na piscina. Após a agressão, sua saúde foi considerada crítica e ela passou por uma cirurgia de mais de sete horas para reconstrução facial, recebendo alta em 4 de agosto.

Atualmente, Igor está detido na Cadeia Pública de Ceará-Mirim, após ser preso e denunciado pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte por tentativa de feminicídio.

E você, o que acha dessa história inspiradora? Comente ou compartilhe suas opiniões sobre a importância de apoiar mulheres que enfrentam a violência. Sua voz pode fazer a diferença!

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